Seis mil cestas básicas: demanda de alimentos aumenta em Lajeado

Conforme coordenadora do CRAS, em 2019, concessão era de 1.200 donativos


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Coordenadora do Cras, Fátima Luciane Leal (Foto: Caroline Silva)

A pandemia trouxe, também, aumento da vulnerabilidade social em Lajeado. Isso é confirmado pelo Centro de Referência de Assistência Social (Cras), que registrou uma elevação da demanda de famílias à procura de cestas básicas. Conforme a coordenadora do Cras, Fátima Luciane Leal, em 2019, a concessão era de 1.200 mil donativos, e desde 2020 passou para 6 mil. “Houve um aumento da demanda devido a pandemia e a perda de empregos. Tivemos um acréscimo de famílias que antes nunca haviam necessitado dos serviços do Cras”, revela.

Questionada sobre relatos de vereadores que disseram que algumas famílias estariam sem receber os alimentos, ela fala que as entregas são feitas mediante agendamento. “Existe um agendamento semanal para a concessão das cestas básicas. Fizemos o agendamento para evitar aglomerações. São 160 cestas semanais, temos uma demanda de 30 a 40 cestas por dia, para evitar aglomerações”, explica.

“Eles mandam eu ir ligando”

Desempregada e com dois filhos, um de 13 e outro de 5 que necessita de leite, Aniele Marilize Gomes, além de estar com a conta da luz em atraso, não consegue cesta básica do Cras desde janeiro. Ela diz que liga diariamente e é orientada a continuar telefonando. “Desde o começo do ano ligo no Cras sobre as cestas básicas. Liguei de novo em março e eles mandaram eu ir ligando. Teve uma semana que liguei o dia inteiro e só dava ocupado. Eles falaram que eu deveria ir para fila de espera porque tinha uma demanda grande”, conta.

Ela fala que nesta semana foi até a Secretaria de Trabalho, Habitação e Assistência Social (Sthas) para adquirir os alimentos, mas voltou para casa sem nada. “Na terça-feira fui fazer o cadastro do bolsa família na Sthas, com a esperança de sair com minha cesta básica, e as atendentes pediram para eu agendar. Depois elas me falaram que já tinha acabado e era pra eu ligar no começo de maio para conseguir”, comenta.

A secretária da Sthas, Céci Maria Rodrigues Gerlach, garantiu que irá trabalhar para agilizar o processo da concessão de cestas básicas. “Vou me empenhar para pôr em prática um projeto diferenciado do formato hoje existente. Assim fizemos hoje acontecer algo bem mais relevante do que simplesmente abrir uma porta para entregar roupas”, diz, se referindo ao Centro de Referência Vestir&Ser para doações de roupa e oficinas de costura inaugurado nesta quinta-feira (15).

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br


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