Seita hindu é acusada de usar trabalho forçado para construir templo nos EUA

Indianos da casta dalit recebiam US$ 1,20 por hora para trabalhar 11 horas diariamente. Ação apresentada em tribunal de Nova Jersey diz que um dos operários morreu durante as obras


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Entrada de templo da seita BAPS, em Robbinsville, Nova Jersey (EUA), na terça-feira (11) (Foto: Seth Wenig/AP Photo)

Recrutados na Índia para trabalhar no maior templo hindu da região metropolitana de Nova York, eles trabalharam 11 horas por dia, sete dias por semana, por US$ 1,20 a hora. Agora, seis dessas pesoas processam a seita hindu BAPS por “trabalho forçado”.

A ação contra a seita, que tem uma dezena de templos e é acusada de explorar cerca de 200 pessoas, foi apresentada nesta terça-feira em um tribunal federal de Nova Jersey. Este estado abriga a maior comunidade hindu nos Estados Unidos, assim como o templo de Robbinsville, o maior do país, inaugurado em 2014 e onde os estrangeiros trabalharam desde 2016.

Os ex-funcionários, todos dalits — considerados intocáveis, na base do sistema de castas da Índia — afirmam ter sido vítimas de “chocantes violações do direito trabalhista mais básico” de 2018 até recentemente.

De volta à região indiana do Rajastão, os seis dizem ter recebido US$ 450 por mês por jornadas diárias de trabalho das 6h30 às 19h30, com apenas uma hora de pausa, durante vários meses seguidos. A maioria não teve dias de descanso.

Eles asseguram que tiveram os passaportes confiscados ao chegarem a Nova York e que foram obrigados a viver em um local fechado. Só podiam sair acompanhados de guardas do BAPS e estavam proibidos de falar com pessoas do exterior sob a ameaça de uma redução de salário. Segundo a ação, um dos funcionários morreu enquanto era “submetido a trabalho forçado”.

Fonte: G1

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