Sem a possibilidade de navegação até o Porto de Estrela, preço da areia aumenta na região

O Vale do Taquari consome entre 30 a 40 mil metros cúbicos de areia por mês


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Sandro Almeida, presidente da Sociedade dos Mineradores de Areia do Rio Jacuí (Foto: Divulgação)

A Barragem Eclusa de Bom Retiro do Sul passa por um processo de manutenção emergencial em seus portões do lado da jusante. Em função disso, a navegação até o Porto de Estrela está impedida, e barcos não conseguem transportar areia até o local. A previsão é que o trabalho de recuperação na estrutura fique pronto em maio. Até lá, o transporte de areia fica restrito às rodovias, o que encarece as cargas. A explicação é do presidente da Sociedade dos Mineradores de Areia do Rio Jacuí (Smarja), Sandro Almeida.


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Conforme ele, o Vale do Taquari deve consumir de 30 a 40 mil metros cúbicos de areia por mês. A região é abastecida por meio hidroviário e rodoviário. Porém, sem a navegação até o Porto de Estrela, fica restrito ao material trazido por caminhões. Almeida diz que a região não está desabastecida, mas a areia está em falta, e as empresas que vendem e os consumidores estão buscando em outros polos para as suas obras.

“O metro cúbico posto na obra deve ter aumentado significativamente”, observa o presidente da Smarja. Ele explica que o transporte rodoviário tem custo maior em função de um barco poder trazer a quantidade correspondente a 20 a 30 carretas. “Em função disso o preço aumenta”, conclui.

Almeida lamenta a falta de manutenção nas barragens, construídas na década de 1970. Além da eclusa de Bom Retiro, a Barragem de Amarópolis em General Câmara também está comprometida. No caso da região, ele diz que “assim que terminar o reparo, a navegação até o Porto de Estrela é completamente normalizada”.

Dragagem do Rio Taquari

O presidente da Smarja, Sandro Almeida, também comentou a notícia dada pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, sobre a dragagem do Rio Taquari. O trabalho possibilitará melhor navegação até a Lagoa dos Patos. “Isso inevitavelmente tem que acontecer. Não é uma novidade porque a dragagem vem sendo feita desde que foi inaugurado o Porto de Estrela”, explica.

“As enchentes levam esse material para dentro do canal e essa dragagem é a remoção dos seixos e do barro que vai assoreando o canal”, relata. “Isso sempre ocorreu, agora o governo está renovando a licitação para a manutenção do canal, ou seja, da hidrovia. Se não tiver a manutenção, a navegação fica comprometida, e os barcos não passam em função do risco de danos no casco e de quebrarem a hélice, descreve.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

1 comentário

  1. pois é. uma eclusa para facilitar a vida de duas empresas, sendo que transporte rodoviário temos aos montes implorando por serviço

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