Sem estudos aprofundados, dragagem para grandes rios, como o Taquari, não teria efeito e seria muito onerosa, afirma instituto da UFRGS

A dragagem é uma medida reconhecidamente positiva para pequenos rios e córregos, acentua o Instituto de Pesquisas Hidráulicas


0
Encantado foi uma das cidades duramente atingidas nas enchentes de setembro de 2023 e maio de 2024 (Foto: Divulgação)

Nesta semana, o Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IPH/UFRGS) emitiu um comunicado informando que segue acompanhando as ações em resposta ao evento climático extremo que atingiu grande parte do estado em maio de 2024.

A dragagem é uma medida reconhecidamente positiva para pequenos rios e córregos. Já para trechos de grandes rios ela, eventualmente, também pode ser uma medida nos casos em que houve um processo de assoreamento significativo. Porém, essa necessidade deve ficar demonstrada por meio de medições ao longo do leito do rio.

LEIA NA ÍNTEGRA AQUI

O comunicado cita ainda que o contrato de serviço de dragagem é bastante oneroso (da ordem de centenas de milhões de reais) para os casos aventados.

Segundo o IPH/UFRGS, a dragagem como medida para prevenção de efeitos das novas cheias não deve ser executada sem estudos técnicos detalhados, evitando desperdício de recursos financeiros públicos e impactos ambientais negativos.

Aspectos a serem observados:

– Realização de levantamento batimétrico completo, para verificação e comprovação de possíveis locais de assoreamento e erosão do corpo hídrico.

– Realização de estudos de modelagem hidrodinâmica, que permitam a verificação da influência do leito e de outras feições do sistema natural sobre os níveis máximos e duração das cheias.

– Avaliação dos benefícios e custos destas propostas de intervenção e comparação com outras ações de prevenção de riscos de desastres, em um planejamento de longo prazo.

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui