Setores de comércio, indústria e serviço não podem aceitar fechamento completo, afirma presidente da CIC-VT

“Os maiores focos têm sido nesses eventos ditos clandestinos”, afirma Ivandro Rosa.


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Presidente da CIC-VT, Ivandro Rosa (Foto: Jonas de Siqueira)

O presidente da Câmara de Indústria e Comércio do Vale do Taquari (CIC-VT), Ivandro Rosa, afirma que após uma série de mecanismos ativados pelos empresários para manterem suas atividades econômicas, como férias coletivas, suspensão do contrato de trabalho e redução de jornada, tudo que eles menos querem, neste estágio da pandemia, é um fechamento total de suas atividades. Isso ocorreria em caso de bandeira preta no Modelo de Distanciamento Controlado, que foi flexibilizado em novo decreto do governo do Estado. “O que nós não podemos aceitar é o fechamento completo, é uma situação muito calamitosa”, afirma.


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Rosa defende a cogestão do distanciamento controlado. Para ele, ela dá previsibilidade para os empresários organizarem suas atividades. “Um restaurante pode prever compra de carnes ou suprimentos por duas semanas, porque ele sabe que nestas duas semanas não vai ter mudanças bruscas”, exemplifica. “Essa cogestão, para nós, é estratégica”, pontua.

O presidente da CIC-VT entende que a gestão de bandeiras deveria ser orientativa, e não somente restritiva como foi o distanciamento até aqui.

A entidade emitiu comunicado recente com a Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil), em que elas pedem reforço no cumprindo das normas. Conforme explica Rosa, a ideia é mostrar que as empresas de comércio, indústria e serviços estão colaborando com as medidas. “O bom senso prevalece, a maioria esmagadora das empresas estão comprometidas e veem que o caminho é este”, aponta.

Para o empresário, o maior foco de contágio vem de aglomerações em eventos clandestinos. “Entendemos que, neste momento, o grande foco da contaminação não tem sido as atividades comerciais. Não é no comércio, nos serviços e nas indústrias porque lá tem monitoramento. Os maiores focos têm sido nesses eventos ditos clandestinos”, afirma.

Texto: Tiago da Silva
web@independente.com.br

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