Shows nacionais colaboram com causas sociais em Estrela

Aproximadamente quatro toneladas de alimentos foram arrecadados nas apresentações do Padre Alessandro Campos e Maiara & Maraísa, que ajudarão mensalmente a mais de 200 famílias de baixa renda. Outras se beneficiaram de ações do Lions, Rotary, Liga Feminina e com o novo Cartão Cidadão


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Show de Padre Alessandro Campos levou multidão ao Parque Princesa do Vale, e boa parte dos presentes realizou doações (Foto: Rodrigo Angeli/Prefeitura de Estrela)

O Governo de Estrela, através da Secretaria Municipal de Saúde, que responde pelo Departamento de Desenvolvimento Social, fechou o balanço do ano no setor. Mesmo ainda sofrendo as consequências da pandemia, o que limitou algumas ações, a avaliação é que houve avanços no amparo às famílias mais necessitadas.

Eventos como os shows nacionais do Padre Alessandro Campos e da dupla Maiara & Maraísa contribuíram para isso, com a arrecadação de aproximadamente quatro toneladas de alimentos que irão beneficiar mensalmente a mais de 200 famílias da baixa renda, cadastradas no Centro de Referência de Assistência Social (Cras). A adesão e entrega do Cartão Cidadão do Governo do Estado, e a ampla campanha realizada pelo Lions de Estrela nas etapas de vacinação e outras do Rotary, da Liga Feminina de Combate ao Câncer e demais isoladas colaboraram para o contexto.

O show do Padre Alessandro Campos, realizado dia 23 de dezembro, no Parque Princesa do Vale, dentro da programação do Natal em Estrela, não cobrou ingresso do público, mas incentivou a doação de ao menos um quilo de alimento não perecível por expectador. Milhares de pessoas assistiram à popular atração e assim contribuíram com a campanha. O show da dupla Maiara & Maraísa, realizado no Porto de Estrela, dia 18 de dezembro, tinha produtora e houve a cobrança de ingresso, mas os organizadores criaram o “ingresso solidário”, que dava desconto a quem doasse um quilo de alimento. A adesão foi grande e muitos doaram até mesmo mais do que o pedido.

De acordo com a diretora do Desenvolvimento Social do município, Tatiana Pereira de Oliveira, uma pequena parte destes alimentos já contribuiu para que as festas de fim de ano das 200 famílias cadastradas no Cras fossem mais fartas. “Realizamos sempre uma separação destes alimentos por variedade, temos um cuidado muito grande com datas de validade, a fim de criarmos cestas básicas mais completas e saudáveis. Isso para evitar também que alguma família receba apenas sacos de feijão e outra família apenas de arroz, e não um pouco de cada, balanceado, a fim de atender às necessidades nutritivas gerais”, explica. “Pequena parte destes alimentos foram doados já para o Natal e a virada do ano. O restante vai para o estoque, na montagem das cestas básicas que mensalmente são distribuídas pelos Cras e que são fundamentais para essas famílias. Mas tudo isso só é possível porque ações como a dos shows ocorreram e a compreensão da população quanto a importância disto foi grande”, afirma.

A coordenadora do Cras Centro e Moinhos, Fabiane Machado, detalha. “Não há como fazer uma previsão exata ou de quanto tempo estes alimentos serão suficientes para bancar a nossa demanda, até porque muitas vezes é necessário realizar investimentos na aquisição de itens das cestas que não estão entre os doados, pois na maioria dos casos esses se limitam aos alimentos mais populares”, explica. “Ainda assim trata-se de uma ajuda gigantesca, que vai evitar inicialmente a aquisição destes alimentos com recursos da prefeitura, que poderão ser investidos em demais demandas”, pontua ela, ao citar a colaboração de outras campanhas, como as realizadas nas etapas de vacinação do Lions e outras ações do Rotary. “Apesar dos alimentos arrecadados nas etapas de vacinação não serem entregues a nós, e sim pelo Lions, como também ocorreram nas iniciativas do Rotary e da Liga, ações assim ajudam a desafogar a demanda do Cras já que o público-alvo por eles atendido muitas vezes é o mesmo que o nosso.”

Para o secretário da Saúde, Celso Kaplan, ações como estas mostram a preocupação social da população para com os mais necessitados. “As pessoas não são nem foram obrigadas a doarem alimentos, mas o fizeram. Se incentivadas por amigos, familiares, pelo próprio governo ou simplesmente por iniciativa própria é o que menos importa. O que de fato interessa é que estão colaborando para um dia a dia mais fácil e alegre de muitas famílias mais necessitadas”, atesta. AI/CS

 

 

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