Simers busca parcerias com prefeituras para ampliar vacinação à categoria médica

Preço elevado e exigências inviabilizou a participação das empresas privadas no processo de compra, explica Marcelo Matias.


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Presidente do Simers, Marcelo Matias (Foto: Divulgação)

O Sindicato Médico do RS (Simers) buscou comprar vacinas para a Covid-19, em parceria com a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), para aplicação em profissionais que atuam na linha de frente do combate ao coronavírus.

O presidente da entidade, Marcelo Matias, diz que o sindicato tem 15 mil profissionais vinculados no estado. Matias reconhece a dificuldade do poder público na compra e distribuição das vacinas. Por isso, a intenção era facilitar a distribuição das vacinas, com extensão às famílias.


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Porém, o Simers percebeu que o preço das vacinas no mercado estava sendo comercializado por de 23 dólares, quando, em tempos normais, sai por cerca de 2 a 5 dólares. Além do valor elevado, os fornecedores estavam exigindo que se comprasse duas doses de cada, e que uma fosse distribuída para o poder público. O sindicato também seria proibido de repassar o custo para o médico.

“De uma forma muito oficiosa, o governo de uma maneira mais ampla acabou inviabilizando a participação das empresas privadas nesse processo”, reconhece o presidente do Simers.

Matias reconhece a dificuldade neste momento de pandemia, em que a demanda é maior que a capacidade de produção dos imunizantes. O médico também admite a complexidade de um plano de imunização em tempos de pandemia.

Agora o sindicato médico busca parcerias com as prefeituras para ampliar a imunização à categoria, aos moldes do que foi feito em Porto Alegre.

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