Simulado de enchente projeta ações a serem tomadas em caso de nova cheia na região

Atividade movimentou coordenadores das defesas civis de 12 municípios do Vale do Taquari


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Para o treinamento, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) emitiu um boletim meteorológico falso (Foto: Artur Dullius)

O município de Lajeado sediou na manhã desta quinta-feira (11) o primeiro simulado de enchente da bacia dos rios Taquari/Antas. A atividade aconteceu no Salão de Eventos da Prefeitura, movimentando coordenadores das defesas civis de 12 municípios da região, além do Corpo de Bombeiros. A proposta foi idealizada com o objetivo de buscar soluções e aprimorar o sistema de prevenção em situações de cheia por meio de informação e comunicação.


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Para o treinamento, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) emitiu um boletim meteorológico falso projetando uma previsão de chuva para 36h e indicando uma situação de enchente. De acordo com os dados apresentados, o nível do Rio Taquari iria atingir uma cota de 18,46 m em Muçum e 24,44 m em Lajeado.

O curso foi ministrado pelo coordenador do Departamento de Trânsito, Vinícius Renner. Segundo ele, o momento foi de preparação para o enfrentamento de situações adversas. “A ideia foi, a partir daquele boletim inicial, trabalhar este evento em cada município. Independente do fator principal (a enchente), nós tivemos outros que aconteceram. Ou seja, cada cidade teve mais uma situação crítica que ocorreu e ela teve que resolver. Depois disso a gente tentou montar e entender isso como um todo”, explica.

Além da situação de enchente, as equipes ainda trabalharam com um cenário de falhas no sistema de monitoramento eletrônico e um momento de instabilidades das redes sociais e de telefonia. Diante disto, cada representante municipal teve que indicar as iniciativas a serem tomadas em sua cidade. Ainda foram criados alguns questionamentos específicos para cada município sobre possíveis situações reais inesperadas.

“Aqui nós trabalhamos estes espaços para entender como que funciona e também para criar uma proximidade, que é extremamente importante à todos nós. Então nós precisamos ter o conhecimento para criarmos um alerta com a máxima antecipação e precisão possível”, conclui.

Texto: Artur Dullius
reporter@independente.com.br

 

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