Sindicato Municipal de Professores de Lajeado acumula dívida com Unimed de R$ 417 mil

Um valor será descontado mensalmente da folha de pagamento dos educadores para quitar o débito


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Foto: Ilustrativa

A Câmara de Vereadores de Lajeado cobrou explicações do Sindicato Municipal de Professores de Lajeado (SPML) sobre uma dívida no valor de R$ 417 mil de serviços de planos de saúde da Unimed. A presidente do SPML, Rita de Cassia Quadros da Rosa, enviou uma carta ao Legislativo expondo suas justificativas. Conforme ela, a atual gestão tomou conhecimento do débito no dia 5 de janeiro, quando assumiu a presidência. “Tomamos conhecimento desta dívida no dia da nossa posse, e nos causou estranhamento e preocupação, até mesmo pelo fato de que nas prestações de contas anuais e mensais, jamais foi mencionada qualquer dívida”, explica.

Para que não se rompa o contrato com a Unimed, se aprovado pela Câmara, o município quitará o débito, mas em contrapartida, os educadores terão que pagar mensalmente o valor de R$ 27,50 para ressarcir o cofre público. A presidente disse que não acha justo ser descontado dos professores, mas foi a única solução encontrada. “Esse pagamento será feito de forma coletiva por todos os professores, conforme acordado em assembleia, infelizmente. A grande maioria dos profissionais têm desconto em folha, então não deveria estar com débito, mas foi a maneira que encontramos para que se consiga manter os planos”, ressalta.

Mara Goergen (Foto: Tiago Silva)

Ex-presidente diz que dívida vinha de outras gestões

A ex-presidente da gestão anterior à atual, Mara Lúcia Crestani Goergen, disse que o problema da dívida já existia. “Com o passar do tempo, percebi que o SPML estava com vários problemas financeiros em função das telefonias e inadimplências em vários outros aspectos, especialmente na área do convênio com Unimed”, conta.

Ela disse que pediu ajuda ao governo do ex-prefeito Luís Fernando Schmit e do atual prefeito Marcelo Caumo para encontrar uma solução. “O valor dos juros mensais era muito elevado, foi opção e desejo da minha gestão não fazer com que a conta caísse sobre o colo dos professores, mesmo sabendo que os juros pagos à Unimed um dia iriam acarretar este embrólio”, relata.

Texto: Caroline Silva
joenalismo@independente.com.br

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