Sindicreches considera injusto creches privadas terem que fechar na bandeira vermelha se não tiverem surtos

“Por que nós precisamos fechar se não está tendo nenhuma situação?”, questionada delegada regional do Sindicreches.


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Foto: Jonas de Siqueira

A delegada regional do Sindicreches no Vale do Taquari, Bárbara Machry Spengler, considera injusto que as escolas tenham que fechar as portas mesmo quando uma região é classificada por duas semanas consecutivas na bandeira vermelha no Modelo de Distanciamento Controlado. Essa situação é observada atualmente na região metropolitana de Porto Alegre, com resistência de prefeitos às restrições, em defesa das escolas abertas.

“A gente está naquela luta: por que nós precisamos fechar se não está tendo nenhuma situação? Então, a educação é essencial. Se a gente fechar, onde essas crianças vão ficar?”, questiona.


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Para ela, no Vale do Taquari, está sendo tranquilo o retorno às aulas nas escolas particulares de educação infantil após a paralisação pela pandemia de Covid-19. “Isso nos sustenta mais em pontuar de que a criança é muito difícil de pegar Covid, justamente porque nós não tivemos surtos nas escolas”, argumenta.

Conforme Bárbara, algumas escolas da rede privada voltaram, primeiro, em meio turno no Vale do Taquari. Após sentirem o ambiente, se sentiram confortáveis em seguir para o turno integral. “Das crianças que continuaram matriculadas, acredito que todas tenham retornado”, observa ela, ao explicar que muitos pais acabaram desmatriculando as crianças. Houve um movimento de migração da rede particular para a rede pública.

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