Síndrome do jaleco branco afeta uma em cada cinco pessoas

Médico Claudio Klein comentou a doença e destacou elevada incidência.


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Foto: Nícolas Horn

Basta agendar uma consulta e o paciente já entra em pânico. Basta se sentar diante do médico para a pressão arterial subir. Basta imaginar os futuros exames para ficar nervoso, ansioso, suando frio.


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Este tipo de reação que algumas pessoas têm frente a médicos, enfermeiros, dentistas e outros profissionais de saúde tem nome: latrofobia ou iatrofobia – do grego “iatrós”, que significa médico. Medo de médico, portanto. Ou, como é mais conhecida, a “síndrome do jaleco branco”.

De acordo com o médico pneumologista Claudio Klein é difícil precisar quantas pessoas sofrem com esse problema ao redor do mundo, principalmente por ser um quadro mais comum do que parece. Ele frisa que a recorrência pode chegar a 20%, sendo uma em cada cinco pessoas afetadas, segundo estudo. “É bastante alta a incidência deste quadro clínico”, frisa.

Os sintomas desse síndrome podem surgir tanto na infância quanto na vida adulta e o tratamento é feito com o objetivo de controlar os sintomas da ansiedade e, consequentemente, evitar que ocorra o aumento da pressão arterial durante a consulta.

O médico reitera que as causas da síndrome são psicológicas e normalmente estão relacionadas com a associação da imagem do médico a agulhas ou associação do ambiente hospitalar a morte e doenças, por exemplo. Dessa forma, a pessoa cria aversão não só ao médico mas também ao ambiente clínico.

A síndrome do jaleco branco pode ser controlada de acordo com a causa da síndrome, sendo normalmente eficaz conversar com o médico, de modo que ganhe a confiança do profissional e que o momento da consulta seja o mais amigável possível. KO/AI

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