Slan mantém atendimentos nesta segunda, mas serviços serão suspensos com permanência de bandeira preta

Sociedade Lajeadense atende 640 crianças e adolescentes de 2 a 15 anos e desde outubro está trabalhando com 50% da capacidade.


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Dentro das salas de aulas alunos são atendidos apenas com 50% da capacidade total da entidade (Foto: Gabriela Hautrive)

A classificação de bandeira preta para região de Lajeado, no mapa preliminar do Estado, causa diversos impactos e alterações na prestação de serviços. A Sociedade Lajeadense de Apoio à Criança e ao Adolescente (Slan), com sede em Lajeado, desde outubro de 2020 está trabalhando com 50% de sua capacidade, cumprindo regras de distanciamento, uso de álcool em gel e máscaras. Conforme o presidente da entidade e ex-secretário de Saúde do município, Renato Specht, a situação é preocupante, e em caso de permanência em bandeira preta, os atendimentos presenciais serão suspensos.


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Nesta segunda-feira (22), enquanto não é divulgada a definição do mapa de Distanciamento Controlado, os trabalhos ocorrem normalmente, dentro das restrições já adotadas. A Slan atende, em três unidades, 640 alunos sendo 300 na sede central, e conforme o presidente, a prioridade é pelo melhor atendimento possível, por isso serão obedecidos todos os protocolos e regras impostas pelos governos municipal e estadual. “Temos crianças de vilas, bairros, que estão nas indústrias, que acolhemos desde 4h15 da manhã, e embora a gente tome todas as medidas possíveis para não disseminar a doença, com álcool em gel e medição de temperatura, muitas vezes não é o suficiente”, pondera.

Presidente da Slan, Renato Specht (Foto: Gabriela Hautrive)

Specht relata que alguns profissionais da Slan já testaram positivo para doença, mas nenhum teve a situação de saúde agravada. “Nós não podemos nos entregar, a Sociedade Lajeadense de auxilio aos necessitados, já diz no nome, ela presta auxílio, e tem pessoas que precisam disso”, explica. Essa ajuda, segundo o presidente, se tornou ainda mais importante por conta da pandemia. “Muitas famílias precisavam de uma cesta básica, de uma atenção, pois estavam em casa, e nós recebíamos e entregávamos para as famílias as doações, então quando falamos em bandeira preta, é realmente uma situação assustadora.”

O presidente também atende que a população precisa colaborar e atender com aquilo que a ciência diz, mesmo que seja difícil para a economia e demais serviços. “Precisamos obedecer o que os decretos estaduais e municipais nos estabelecem, para minimizarmos os efeitos na ponta, que são os atendimentos para as crianças e também para famílias que passam por necessidades”, relata. A maioria das crianças e adolescentes atendidos pela Slan são filhos de trabalhadores de indústrias do setor da alimentação. “Nossa equipe toma todas as providências para conseguir acompanhar as famílias mesmo em casa, se tivermos que fechar, vamos estudar uma forma para garantir que as crianças possam estar bem cuidadas”, garante o presidente.

Totem com álcool em gel está disponível para higienização dos alunos (Foto: Gabriela Hautrive)
Além da higiene pessoal, também são feitas limpezas nas mesas e demais repartições da entidade (Foto: Gabriela Hautrive)

Medidas adotadas desde o início da pandemia

Atualmente, com classificação de bandeira vermelha, a Slan está atuando com 50% da capacidade presencial de seus alunos. Além disso, conta com totem de álcool em gel para higienização das crianças no pátio, assim como serviços de limpeza constante em salas de aulas e demais espaços da entidade. Em março de 2020, os serviços presenciais no local foram totalmente suspensos pelo período de uma semana. Depois os atendimentos voltaram com equipe de profissionais e planejamento de aulas remotas, medida que seguiu até o mês de outubro. Desde então, 50% dos alunos são atendidos de forma presencial. No período de suspensão, além de encontros virtuais, também foram entregues atividades e donativos para as famílias.

O local conta com área aberta para recreação dos alunos (Foto: Gabriela Hautrive)

Região aguarda definição do Distanciamento Controlado

A região de Lajeado (formada pela maioria dos municípios do Vale do Taquari) foi classificada como bandeira preta (risco altíssimo de contágio de Covid-19) pela primeira vez no Modelo de Distanciamento Controlado do Governo do Rio Grande do Sul. Após analisar os números, a prefeitura de Lajeado e a Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat), decidiram encaminhar recurso ao governo do Estado para voltar a bandeira vermelha na classificação definitiva que será divulgada na segunda-feira (22).

Lajeado ficou com a nota (média ponderada) 2,54 — décima pior nota entre as 21 regiões Covid. Chama a atenção que Santa Cruz, que compõe a macrorregião de Lajeado, teve a pior nota do estado, 2,73. Os pedidos de reconsideração serão analisados pelo Gabinete de Crise a partir do que for decidido na reunião com o Conselho de Crise para o Enfrentamento da Epidemia Covid-19, que é formado por secretários de Estado, chefes de outros Poderes e representantes de entidades, federações e órgãos públicos, e com a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs). A vigência das novas bandeiras será de 23 de fevereiro a 1º de março.

Texto: Gabriela Hautrive
reportagem@independente.com.br

 

 

 

 

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