“Só fica intacto o que não se entrega ao toque”

Relações humanas carregam potencial transformador


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Foto: Divulgação / Ilustrativa

No bairro onde eu moro, tem um mercado familiar, no qual os proprietários também atuam. Um deles trabalha no açougue, e quando a gente faz um pedido, ele se envolve de tal maneira que aquela relação não termina ali. Ele pergunta como você quer o corte da carne, questiona sobre o cardápio, e até dá umas sugestões culinárias. Assim, não raramente, ele acaba se fazendo presente na hora do preparo ou da degustação do alimento.

Acredito que ele goste do que faz e, por isso, vê sentido naquilo, ou talvez seja o contrário, ele aprecia sua atividade justamente porque encontra significado nela.

Li outro dia uma frase que dizia “só fica intacto o que não se entrega ao toque”, e o toque não precisa ser necessariamente algo físico, pode ser do olhar, da palavra, de tudo aquilo que vem do outro e, por isso, tem a capacidade de nos afetar.

Tamara Bischoff, jornalista e psicóloga (Foto: Rodrigo Gallas)

No trabalho, você pode ter a impressão de que faz todos os dias a mesma coisa, e pode até ser que isso ocorra de fato, especialmente se você lida com máquinas. Mas no momento em que você estiver interagindo com pessoas, sempre haverá ali a possibilidade de algo novo, e é bem provável que as situações nunca se repitam da mesma forma.

É esse potencial transformador que pode tornar nossas atividades profissionais tão interessantes, isso se você estiver disposto a se deixar tocar pelo outro.

Quem quiser interagir comigo, pode me procurar nas redes sociais. No Instagram, no @tamara.terapia, e no Facebook, na página Psicóloga Tamara Bischoff.

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