Só os arrojados vencem

O sucesso de uma eleição vem certamente do dito pragmatismo, aliado à flexibilidade do discurso e fala para buscar votos dos opositores do projeto ideológico de seu adversário.


0

A ideia é aprender com as eleições em 2º turno deste ano na Capital do Estado, Porto Alegre. Quem gosta de política-partidária ou mesmo se importa com os destinos da maior cidade do Estado e também dos jogos que se dão entre os candidatos quando há polarização, Porto Alegre fez história desta feita. Me refiro à vitória de Sebastião Melo, um candidato que tem base e trajetória política em meios bastante populares e marcadamente nas periferias da cidade; logo, a apresentação do vencedor é de uma pessoa simples, vinda de fora da Capital e que diz conhecer e sentir os problemas do povo. Sua adversária, Manuela D’Avila, era a representante plena da esquerda e mostrava força e fôlego para vencer, até porque igualmente mostrava nos seu projetos a ideia de forte trabalho em prol de classes vulneráveis e melhor condição de renda e emprego.


ouça o comentário 

 


 

Assim, o que se percebeu é que era fundamental conquistar os votos do que se chama “a direita”, dos “bolsonaristas” e tomar partido e arriscar, ser arrojado, era a posição última que Melo tomou, aliando-se ao PSL e buscando os votos do liberais e militaristas. O que tento extrair disso e de outros detalhes é que para vencer disputas acirradas, seja lá na Capital ou aqui no nosso rincão, que é o Vale do Taquari, é fundamental e necessário se pragmático, aprender com erros passados (Melo havia perdido a eleição para o atual prefeito Nelson Marchesan), mudando estratégias, sejam em situações de ordem econômica como de ordem política, exemplos como falas sobre impostos municipais, restrições em relação à pandemia covid-19, mobilidade urbana.

Portanto, o sucesso de uma eleição vem certamente do dito pragmatismo – alianças -, aliado à flexibilidade do discurso e fala, e, fundamentalmente, de buscar os votos daqueles que são ferrenhos opositores ao projeto ideológico do seu adversário.

Concluído o processo eleitoral, cumpre se aguarde a última fase, ou seja, as diplomações. Para um ano tão atípico, concluir o ano, mesmo em bandeira vermelha em todo Estado, é uma grande vitória da democracia e arrojo também do Tribunal Superior Eleitoral.

Por Carlos Augusto Fioliori, promotor de Justiça, membro do MP em Lajeado

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui