“Só se consegue ficar livre de uma doença com trabalho de prevenção”, afirma coordenador de saúde do Vale

Foram iniciadas nesta segunda-feira (5) as campanhas nacionais de vacinação contra a poliomelite e de multivacinação.


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Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

Foram iniciadas nesta segunda-feira (5) as campanhas nacionais de vacinação contra a poliomelite, para crianças de até 5 anos, e de multivacinação, que abrange crianças e adolescentes menores de 15 anos com alguma aplicação faltante na caderneta vacinal.
A imunização contra a poliomelite vai até o dia 30 de outubro nos postos de saúde, e o chamado Dia D ocorre em 17 de outubro, um sábado. No público-alvo da campanha estão crianças menores de 5 anos. A depender do esquema vacinal registrado na caderneta, a criança poderá receber a Vacina Oral Poliomielite (VOP), como dose de reforço ou dose extra, ou a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), como dose de rotina.

A poliomielite, também chamada de pólio ou paralisia infantil, é uma doença contagiosa aguda causada pelo poliovírus, que pode infectar crianças e adultos e, em casos graves, pode levar a paralisias musculares, em geral nos membros inferiores, ou até mesmo à morte. A vacinação é a única forma de prevenção.

No Brasil, o último caso de infecção pelo poliovírus selvagem ocorreu em 1989, na cidade de Souza, na Paraíba. Em 1994, o país recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) a certificação de área livre de circulação do vírus. No cenário internacional, hoje, existem dois países endêmicos para a doença: o Paquistão e Afeganistão.

“Só se consegue ficar livre de uma doença com o trabalho de prevenção. E se a prevenção é bem feita e bem executada, e a gente trabalhar sério nela, a doença não volta. Então, este é o objetivo e a orientação do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual da Saúde”, reforça o coordenador-adjunto da 16ª Coordenadoria Regional da Saúde (16ª CRS), Ederson da Rocha.


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No Vale do Taquari, o objetivo é atingir 95% do público-alvo, que representaria 14.860 crianças de zero a menos de 5 anos, em 37 municípios da área de atuação da 16ª CRS.

Foto: Jonas de Siqueira

Rocha explica que “é uma prerrogativa dos municípios a organização das campanhas de vacinação”. O coordenador diz que devem ser seguidos protocolos de higiene e de distanciamento controlado. A 16ª CRS já recebeu e repassou aos municípios cerca de 10 mil doses contra a polio, 67,3% do total para vacinar o público da campanha na região.

Multivacinação

As cadernetas de vacinação serão avaliadas para permitir a atualização das doses em atraso, conforme o Programa Nacional de Imunizações (PNI). No total, serão oferecidas 14 tipos de vacinas que protegem contra cerca de 20 doenças:

  • BCG (tuberculose)
  • Rotavírus (diarreia)
  • Poliomelite oral e intramuscular (paralisia infantil)
  • Pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, Haemophilus influenza tipo b – Hib)
  • Pneumocócica
  • Meningocócica
  • DTP
  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)
  • HPV (previne o câncer de colo de útero e verrugas genitais)
  • Vacinas contra febre amarela, varicela e hepatite A.

Neste ano, também passou a integrar o SUS uma nova vacina, já inserida na campanha: Meningo ACWY, que protege contra meningite e infecções generalizadas, causadas pela bactéria meningococo dos tipos A, C, W e Y.

No Vale do Taquari, o público de zero a até 15 anos compreende 62.270, conforme estimativa da 16ª Coordenadoria Regional de Saúde (16ª CRS).

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