“Só tinha uma saída de emergência. Se tivesse mais, facilitava”, relata segundo depoente do caso Kiss

Emanuel Pastl e seu irmão gêmeo, que desmaiou e foi retirado com auxilio de outra pessoa, sobreviveram à tragédia


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Chegou ao fim às 10h54 desta quinta-feira (2) o depoimento de Emanuel Pastl, sobrevivente da tragédia da boate Kiss. Em seu depoimento, que durou 1h10, ele relatou detalhes da sua passagem pela casa. Emanuel residia em Porto Alegre na época e foi até Santa Maria para participar da confraternização de aniversário do seu irmão gêmeo, e de uma amiga.

Conforme seu relato, ele estava no bar principal da casa noturna no momento em que percebeu um tumulto, no qual acreditava ser de uma briga. Porém, instantes após, a testemunha diz ter avistado a fumaça em um painel próximo de onde se encontrava. “Essa fumaça cinza foi ficando densa rapidamente, e aproximadamente um minuto após, as luzes da boate se apagaram e o tumulto se agravou”, contou.

Para sair do local Emanuel precisou se deslocar até a porta a porta de emergência, já que a saída principal estava barrada por seguranças da casa. Esta saída ficava ao lado do espaço disponibilizado para fumantes. “Só tinha uma saída de emergência. Se tivesse mais, facilitava. As luzes também não ajudaram na evacuação e também não visualizei nenhum extintor no local”, destacou o sobrevivente.

Emanuel e seu irmão gêmeo, que desmaiou e foi retirado com auxilio de outra pessoa, sobreviveram à tragédia. Ele teve queimaduras de terceiro grau e sofre sofre de bronquiolite em virtude da noite.

A segunda testemunha à ser ouvida nesta quinta-feira (2) é Jéssica Rosado, outra sobrevivente do caso Kiss.

Texto: Vinicius Mallmann
regional@independente.com.br

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