“Soluções mágicas” podem dificultar ainda mais cenário do preço dos combustíveis, opina presidente do Sulpetro

“Temos que conversar com maturidade”, argumenta João Carlos Dal’Aqua.


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João Carlos Dal’Aqua (Foto: Reprodução)

O presidente do Sindicato intermunicipal do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do RS (Sulpetro), João Carlos Dal’Aqua, avaliou nesta quinta-feira (25) que, dentro da atual política de preços da Petrobras de paridade com o preço internacional do barril, somado à alta do dólar, era esperado uma elevação no valor dos combustíveis. Ele diz que é importante uma discussão mais aprofundada entre a sociedade, governos federal e estaduais e Congresso para entender o preço final.


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Dal’Aqua diz que o presidente Jair Bolsonaro “está certo no conteúdo, mas na forma, a gente às vezes fica preocupado como está ocorrendo”. Ele observa que há o componente pesado da carga tributária, seja federal ou estadual, no valor final dos combustíveis. “Quando chega no patamar final, a conta vem grande”, destaca.

“Realmente, no jeito que está para o consumidor, em momento de pandemia, retração econômica e desemprego, o preço fica caro, e a culpa não é do posto. O posto é o elo mais fraco dessa corrente”, defende. “É complexo esse processo todo, e a gente tem muito medo que, no calor dos problemas, a gente comece a tomar decisões que nos preocupam muito, porque sempre quem paga e sofre muito é o posto de combustíveis, é ele que é o elo de comunicação com o consumidor final.”

“Temos que conversar com maturidade”, argumenta o presidente do Sulpetro. “O momento é de termos serenidade. Tá ruim, tá caro, tá caro para todo mundo. A gente fica muito preocupado que soluções mágicas venham a prejudicar mais ainda. A gente tem que ter calma, prudência e fazer os ajustes. E contar que ali na frente vários fatores possam nos ajudar a fazer essa melhoria”, projeta.

Dal’Aqua reconhece as demandas dos caminhoneiros, porém, diz que há um problema de excesso de ofertas em um mercado que se restringiu. Segundo ele, é uma questão é estrutural. “São situações que não vão se resolver com greves. Greves penalizam toda a sociedade”, nota.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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