“Somos todos um pouco Grêmio, se não hoje, ao menos alguma vez na vida”

Confira a reflexão da psicóloga Tamara Bischoff


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Foto: Divulgação/Grêmio

Não sou entendedora de futebol, mas acompanhando aqui e ali os últimos acontecimentos, pensei que somos todos um pouco Grêmio, se não hoje, ao menos alguma vez na vida. Por que? Porque podemos iniciar um ano com uma condição financeira estável, gozar de boa saúde, possuir capacidades profissionais invejáveis, contar com um bom elenco familiar, e, portanto, nutrir altas expectativas para o período.

Só que de repente, damos um tropeço aqui, outro ali, e nos perdemos. Os desafios vão ficando maiores, e nos assustamos. Enfraquecemos. Seguimos lutando, mas o problema que lá na frente parecia pequeno, torna-se gigante, e fica difícil dar conta. E então, caímos.

Tamara Bischoff, jornalista e psicóloga (Foto: Rodrigo Gallas)

Talvez um torcedor de futebol mais fanático discordará de mim, mas penso que isso é que dá a graça ao jogo, à vida. O constante balanço, a dúvida, o desejo. Cair e levantar, e no levantar, a possibilidade de se transformar, de surgir algo novo. O que era, já não é mais.

Nenhuma espécie de desenvolvimento intelectual garante que, diante de alguma adversidade da vida, não demos uma pirada, já dizia Freud. Acontece. A gente se machuca, e a gente sofre.

Todos podemos cair, a diferença está na capacidade de levantar e de seguir. E por trás disso, vem o peso de nossa história, a força de nossas bases e as pessoas que escolhemos para nos acompanhar na caminhada.

Quem quiser interagir comigo, pode me procurar nas redes sociais. No Instagram, no @tamara.terapia, e no Facebook, na página Psicóloga Tamara Bischoff.

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