Suspeito de envolvimento na morte de Paula Portes planejava matar policial

No sábado (17), uma operação foi deflagrada para desarticular a organização criminosa que o suspeito liderava e sufocar o plano.


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Paula Portes (Foto: Reprodução / Facebook)

A Polícia Civil descobriu, durante a investigação do assassinato de Paula Perin Portes (18), em Soledade, que um dos envolvidos na morte da jovem estava planejando executar um sargento da Brigada Militar (BM) que atua na cidade. As informações são de GZH.

Considerado o líder do tráfico na região e um dos membros de uma facção criminosa que tem base no Vale do Sinos, o suspeito de arquitetar a morte de um PM está preso e foi indiciado por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e organização criminosa após a conclusão do inquérito do caso Paula. No sábado (17), uma operação foi deflagrada para desarticular a organização e sufocar o plano.

A delegada Fabiane Bittencourt afirma que uma testemunha relatou a existência do plano de execução do PM. A intenção dos criminosos seria executar o sargento em um supermercado de Passo Fundo, onde o policial fazia compras uma vez por mês. A investigação levantou também que a facção traria um fuzil da Região Metropolitana para cometer o crime.

Conforme a delegada, antes da prisão do grupo pela morte de Paula, o mesmo orquestrava a morte do PM. Em contato com o policial, foi confirmado que ele fazia compras naquele local. O plano estava no papel. Se não tivessem sido presos pela morte de Paula, o crime poderia ter sido efetivado.

O alvo dos criminosos é um sargento atuante no combate ao tráfico de drogas, responsável por diversas prisões no município.

A polícia passou a agir para desestruturar a organização em Soledade. Os investigadores levantaram todos os principais pontos de tráfico de drogas e, no último sábado, deflagraram uma operação com foco em 26 locais de comercialização de entorpecentes. O objetivo da ofensiva, que contou com 72 PMs e 106 policiais civis, foi desarticular o grupo e frustrar o plano criminoso de assinar o sargento.

Além de nove pessoas detidas, foram apreendidas armas, munição, drogas, R$ 12 mil em dinheiro, 21 celulares, tablet, cigarros contrabandeados e carne de caça. Durante a operação, dois presos tentaram atropelar policiais. A dupla também será investigada por tentativa de homicídio.

Além do plano de executar um PM, a polícia identificou que a vida pessoal da delegada Fabiane também vinha sendo monitorada por criminosos, inclusive com informações de familiares da investigadora. Na semana passada, dias antes da operação, um drone foi visto sobrevoando a casa da delegada. A suspeita é de que o equipamento tenha sido usado pelo suspeitos.

Executada na madrugada de 11 de junho, Paula Perin Portes, segundo a hipótese levantada pela polícia, sabia de crimes cometidos pelos suspeitos. Cinco pessoas foram indiciadas pelo envolvimento no homicídio. Durante o inquérito que elucidou a morte da jovem, a polícia descobriu a tentativa de assassinato de uma testemunha.

A delegada explica que no caso do planejamento da morte do policial, como não houve indício da execução, o suspeito, em tese, não pode ser responsabilizado por um crime não iniciado. Portal GZH

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