Talibã adota redes sociais em campanha para “limpar imagem”

Uma rede de contas em redes sociais destacava supostos fracassos do então governo pró-Ocidente em Cabul ao mesmo tempo em que exaltava feitos do Talibã


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O Talibã tomou o Afeganistão em 15 de agosto; agora, planeja um novo governo (Foto: US Army / Divulgação)

No início de maio, enquanto as tropas dos Estados Unidos e da Otan (a aliança militar ocidental) começavam sua retirada definitiva do Afeganistão, o grupo radical Talibã avançava em sua ofensiva pelo país — culminando na tomada do poder central afegão, em meados de agosto. Uma rede de contas em redes sociais destacava supostos fracassos do então governo pró-Ocidente em Cabul ao mesmo tempo em que exaltava feitos do Talibã.

Tuítes relatavam as vitórias mais recentes do grupo — às vezes prematuramente — e promoviam diferentes hashtags, como #CrimesDoRegimedeCabul (associados a tuítes que acusavam o governo afegão de crimes de guerra, que ficou entre os “trends” na época em que foi usada); #EstamosComTaliba (em tentativa de angariar apoio) e outra que dizia “Deus ajude que a vitória esteja próxima” (as hashtags foram traduzidas para o português).

Em resposta, o então vice-presidente do Afeganistão, Amrullah Saleh, advertiu suas tropas e o público para que não se deixassem levar por falsas alegações de vitória do Talibã descritas nas redes sociais. Ele também pediu que as pessoas não compartilhassem tal conteúdo, que supostamente comprometeria ações militares.

Fonte: G1

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