Talibã deve nomear líder supremo como chefe de governo do Afeganistão

Segundo rumores, próximo presidente seria Abdul Ghani Baradar, co-fundador do grupo; Atual líder, Haibatullah Akhundzada, seria autoridade suprema


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Abdul Ghani Baradar (Foto: Sefa Karacan / Anadolu Agency)

O Talibã afirmou nesta quarta-feira (1º) que, após rodadas de consultas, espera anunciar nos próximos dias os líderes que assumirão o comando do Afeganistão. O mais alto líder religioso da insurgência, Haibatullah Akhundzada, é cotado para assumir o posto de autoridade suprema do país.

Um porta-voz afirmou que a lista de nomeações, em particular o nome de ministros que farão parte do novo governo afegão, ainda não está completa.

Há rumores de que o mulá Abdul Ghani Baradar, co-fundador do Talibã e chefe do escritório político dos insurgentes no Catar, possa ser o próximo presidente do Afeganistão. Akhundzada, atual líder do Talibã, ficaria acima dele, como uma espécie de líder espiritual supremo do país.

Os esforços para formar um novo governo para o país se aceleraram após a partida do último avião das forças dos Estados Unidos na noite da última segunda-feira, e agora os afegãos têm total independência para anunciar seu novo governo.

Depois de quase duas décadas de ocupação dos EUA, o Talibã assumiu o controle de Cabul em 15 de agosto, culminando em uma ofensiva rápida que os levou a tomar o poder das capitais de 33 das 34 províncias afegãs em apenas dez dias.

Com o objetivo de se mostrar mais moderado do que o período em que governou o país de 1996 a 2001, o grupo pediu após tomar o poder para que todos retornem às suas vidas com total confiança. O Talibã disse que o novo governo não quer que as mulheres sejam vítimas, mas sim que estejam na estrutura governamental de acordo com a lei sharia, sem dar detalhes de como a lei islâmica será interpretada.

O movimento dos extremistas é visto com muito ceticismo pela comunidade internacional e pelos moradores mais velhos do Afeganistão, que se lembram das visões islâmicas fundamentalistas que estiveram em vigor durante os anos de controle talibã no país.

Fonte: Veja

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