Taxa de positividade para Covid-19 em Lajeado é de 46%

Para a situação estar tranquila, o índice deveria estar na faixa dos 5%. Mesmo assim, índice não reflete em maior internação hospitalar, já que a maior parte do público infectado é jovem.


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Coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Lajeado, Juliana Demarchi (Foto: Jonas de Siqueira)

A taxa de positividade para pessoas que fazem teste de Covid-19 em Lajeado é de 46% neste estágio da pandemia. Isso quer dizer que a cada duas pessoas com suspeita, uma está contaminada pelo vírus. No início da pandemia e ao longo do período, a taxa se mantinha entre 12% e 22%, com média geral de 20%.

“Esse aumento se deu no final do mês de outubro e início de novembro, quando a taxa aumentou consideravelmente”, ressalta a coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Lajeado, Juliana Demarchi. Conforme ela, especialistas dizem que, para a situação estar tranquila, o índice deveria estar na faixa dos 5% de positividade. “Estamos muito além disso, a nossa taxa é muito alta”, alerta.


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Apesar da taxa de positividade estar em alta, e consequentemente o número de casos ativos também, a ocupação de leitos hospitalares não está no pico, atualmente. Segundo Juliana, “cerca de 80% ou até mais em algum momento desses casos ativos estão na população adulta jovem, população na faixa etária dos 20 aos 49 anos”.

“Nesta faixa etária, via de regra, a doença se manifesta de uma forma muito leve, casos leves e moderados”, explica a profissional de saúde. As internações ficam em 2% nesta fase, enquanto que para idosos (acima dos 60 anos) chega a 25%.

Até sexta-feira (20), dos 252 lajeadenses com coronavírus, apenas 12 estavam internados. Mesmo assim, ela diz que os números preocupam pela possibilidade de os casos evoluírem para a forma grave da doença, com idosos e doentes crônicos.

Para Juliana, o aumento de casos ativos em Lajeado se deve ao maior convívio social, relaxamento no distanciamento social, eventos públicos e ao calor, em que o uso de máscara incomoda. Não há surtos vinculados a escolas em Lajeado. “O retorno das aulas não teve repercussão no aumento de casos”, assegura a coordenadora.

 

 

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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