Técnica de fibrose zero propicia recuperação mais rápida e menos dolorosa em cirurgias plásticas e reparadoras

A técnica envolve limpeza da pele antes da cirurgia, a aplicação do taping (uma bandagem elástica e contensiva) logo após a operação e sessões de fisioterapia


0

O Hospital Bruno Born (HBB), de Lajeado, é a primeira casa de saúde do Vale do Taquari a realizar a técnica de fibrose zero, para prevenção e tratamento de intercorrências e complicações de pacientes de cirurgias plásticas e reparadoras. Essa técnica, aplicada desde junho, é a mais recomendada em procedimentos como lipoescultura, abdominoplastia e cirurgias na região da face, entre outros.

O trabalho é realizado numa parceria da instituição com a fisioterapeuta e pós-graduada em tratamentos pós-operatórios de cirurgias plásticas Fernanda Grün Rosa. Em entrevista ao programa Redação no Ar desta sexta-feira (19), ela detalhou como funciona.

A técnica envolve limpeza da pele para deixá-la preparada antes da cirurgia, a aplicação do taping (uma bandagem elástica e contensiva) logo após a operação e sessões de fisioterapia. Fernanda destaca que, após a remoção da bandagem, são necessárias apenas somente 50% das sessões de fisioterapia em comparação com os tratamentos tradicionais. “Na prática, isso significa que os pacientes submetidos a cirurgias no HBB poderão acessar uma recuperação muito mais rápida e menos dolorosa”, afirma.

A fibrose é como é chamada a cicatriz interna (abaixo da pele) que pode surgir após uma cirurgia. Fernanda explica que ela confere um aspecto irregular à pele, na área onde o procedimento foi realizado. Essa é uma das principais causas de insatisfação com o resultado cirúrgico, especialmente no caso das plásticas, como a lipoaspiração. A fibrose também restringe a mobilidade do paciente e pode causar dor.

Fernanda explica que a técnica de fibrose zero, para a qual ela fez um treinamento e licenciamento específico, começa antes mesmo da cirurgia. A abordagem une práticas manuais e recursos terapêuticos para minimizar o índice de complicações como roxos, edemas, alterações cicatriciais, seroma e necrose.

A fisioterapeuta destaca que o preparo da pele e da musculatura inclui a avaliação do estado nutricional do paciente e o conhecimento de seu metabolismo para avaliar a resposta pós-cirúrgica. “Todo preparo precisa ser feito para que a pele tenha condições de fazer uma cicatriz de qualidade”, ressalta Fernanda.

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui