“Temos convicção que a nova cepa deve estar circulando”, afirma secretário de Saúde de Lajeado

“Hoje, nitidamente, a gente vê um numero maior de jovens circulando com a doença”, avalia Cláudio Klein.


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Foto: Rodrigo Gallas

O secretário da Saúde de Lajeado, Cláudio Klein, avalia que a nova cepa do coronavírus — a variante de Manaus — já deve estar circulando pelo Vale do Taquari. Ele faz essa leitura nesta segunda-feira (22), com base no maior grau de contaminação registrado a partir de 10 de fevereiro em Lajeado, e também pelo número de jovens atingidos pela doença.

“Hoje, nitidamente, a gente vê um numero maior de jovens. Nós fizemos um levantamento na semana passada e 66% dos atendimentos no posto do Centro são de pessoas abaixo dos 40 anos, e isso favorece a ideia da nova cepa”, comenta.


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Quando o vírus pega nessa faixa etária, a letalidade geralmente é menor, porém há casos de jovens na UTI, principalmente aqueles com comorbidades associadas. Klein percebe um número maior de jovens com danos pulmonares, com comprometimento maior e mais rápido do órgão. “Temos convicção que sim, que a nova cepa deva estar circulando”, destaca.

O secretário pondera que ainda não há números oficiais, cientificamente comprovados, da nova variante no Vale do Taquari. A comprovação somente é feita por um laboratório da Fiocruz, no Rio de Janeiro, e os casos suspeitos para comprovação são selecionados pela Secretaria Estadual da Saúde. No Vale do Taquari, Klein explica que quatro casos de Nova Bréscia são considerados suspeitos e foram encaminhados para análise.

O responsável pela área da saúde de Lajeado diz que testes como o PCR e o que detecta a proteína spike — uma das que compõem o vírus — são capazes de identificar a nova variante de Manaus. Klein avalia que foi um erro a ajuda humanitária prestada à capital do Amazonas, da forma como foi realizada. Segundo ele, enquanto outros países fechavam suas fronteiras ao Brasil para evitar a disseminação da nova variante, o processo de deslocamento propiciou que o vírus se espalhasse ainda mais no país.

Klein diz que as vacinas contra a Covid são produzidas por meio de quatro formas, e teria que ser avaliada uma a uma se são eficazes contra as novas cepas da doença.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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