“Temos muitas localidades ilhadas, teve queda de barreira e bueiros arrancados”, relata prefeito de Marques de Souza sobre o alto volume de chuvas

Gestor está estruturando Decreto de Emergência devido ao alto volume de chuvas que caiu nos últimos dias


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(Foto: Divulgação)

Na manhã desta terça-feira (30), em entrevista ao programa Acorda Rio Grande, o prefeito de Marques de Souza, Fabio Mertz, afirmou que devido ao alto volume de chuvas, a situação está muito complicada no município. Em virtude disso está sendo elaborado Decreto de Emergência.

“Algo surreal. Eu nunca presenciei um volume tão expressivo de água caindo. Com certeza passa dos 300 milímetros o volume de água nos últimos dias em Marques de Souza. Especificamente ontem, no final do dia, tivemos 100 milímetros, praticamente em todo o município, em uma hora. A partir das 2h desta terça-feira (30) deve ter chovido mais em torno de 100 milímetros”, relata o gestor. “Tamanduá está totalmente alagada. Acionamos os Bombeiros que realizam o trabalho para socorrer algumas pessoas que ficaram ilhadas, com risco de vida. Não temos mais notícias, porque estamos sem luz e no centro do município não tem sinal de internet”, explica.

(Foto: Divulgação)

O prefeito ainda fala sobre a preocupação com a chuva que ocorreu em municípios da parte alta. “Não temos o relato das águas de Soledade, Fontoura Xavier e parte alta, pois a gente não conseguiu informações quanto ao volume de chuvas. Choveu também bastante nas cabeceiras. O nosso temor é que essa água toda desça de uma vez só e o Rio Forqueta proporcione uma enchente histórica novamente”, desabafa.

Mertz também relata que existe a preocupação de que essa enchente seja maior que a de novembro do ano passado. “A situação do Rio Forqueta é semelhante a de novembro do ano passado, mas em relação aos arroios menores e ao Rio Tamanduá, com certeza superou a situação de novembro. Temos muitas localidades ilhadas, teve queda de barreira, bueiros arrancados. As aulas foram suspensas. A prioridade são as vidas. As pessoas que não têm necessidade de sair de casa, que fiquem em casa, que prezem por suas vidas, podem haver postes energizados caídos na estrada, mais quedas de barreiras e deslizamentos de terra. Ontem, no final do dia, começamos a trabalhar no Decreto de Emergência, porque o município não tem como sustentar tudo isso por conta própria”, destaca.

Texto: Elisnagela Favaretto
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