“Temos um estoque redobrado para que não falte EPIs e medicamentos”, afirma gerente do Hospital Estrela

Houve um aumento de 88% no volume de atendimentos no pronto atendimento de Covid nos últimos dias.


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Foto: Divulgação / Prefeitura de Estrela

O Hospital Estrela está, desde a semana passada, com todos os serviços não essenciais suspensos. A casa de saúde realiza cirurgias somente em caráter de urgência. As medidas foram adotadas pela direção para que os profissionais possam se dedicar às áreas críticas de combate à pandemia de coronavírus.

Na manhã desta terça-feira (23), o gerente administrativo, Johnnie Locatelli, disse que todos os 20 leitos estavam ocupados — os 10 da UTI geral e 10 da unidade especializada em Covid-19. O hospital isolou três leitos da UTI geral para que pudessem ser utilizados para tratar pacientes confirmados ou suspeitos da doença.


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Johnnie Locatelli, gerente do Hospital Estrela (Foto: Tiago Silva)

Apesar da alta demanda, não há falta de insumos como oxigênio e medicamentos. “O hospital, desde o início da pandemia, se planejou para que isso não acontece. A gente tem um estoque redobrado para que não falte EPIs e medicamentos”, ressalta o gestor.

A direção estuda a possibilidade de ampliação de leitos, com direcionamento da UTI convencional para a UTI Covid, além de ampliar leitos de internação com suporte intermediário, explica Locatelli. Conforme ele, houve um aumento de 88% no volume de atendimentos no pronto atendimento de Covid nos últimos dias, se comparados com os 10 primeiros dias de fevereiro.

“Com certeza, esse é o pior momento em situação de leitos. O hospital nunca teve esse volume de pacientes ocupando leitos de UTI, e quanto teve números maiores, a gente estava dando suportes a pacientes vindos de outras regiões. Porém, nesse momento, dos 13 pacientes, somente um não é nosso. Hoje, nós estamos precisando de apoio de outras regiões para dar suporte. Por isso que eu afirmo que, hoje, estamos passando o nosso pior momento em se tratando de necessidade e oferta de leitos hospitalares”, avalia o gerente.

Segundo Locatelli, atualmente há uma mudança no perfil dos pacientes, que são mais jovens se comparando com o quadro observado no início da pandemia.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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