Temperatura mais baixa do ano em Lajeado aumenta desafios para quem permanece no abrigo: “A gente cobre bem a cabeça”

Edila Noll está morando há dois meses no Parque do Imigrante por conta da enchente, mas nesta segunda-feira (1º) vai para uma casa que conseguiu alugar no Bairro Santo Antônio


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Edila Noll está morando há dois meses no Parque do Imigrante, mas vai sair nesta segunda-feira (1º) (Foto: Gabriela Hautrive)

Lajeado registrou no domingo (29) a menor temperatura do ano, e também a mais baixa desde 2021. O Núcleo de Informações Hidrometeorológicas da Univates (NIH) marcou a temperatura mínima de 2,6 graus no início da manhã. Além disso, o amanhecer desta segunda-feira (1º) também foi frio, e ainda mais desafiador para quem está em abrigos por conta das enchentes do início de maio.

Edila Noll está morando há dois meses no Parque do Imigrante, em Lajeado, com o filho e o esposo. Questionada sobre a noite fria, ela responde que precisou achar alternativas. “Temos cobertas, dai a gente cobre bem a cabeça”, destaca. A maior reclamação é pelo vento que entra no pavilhão. “As janelas lá em cima todas abertas, então o frio lá de fora vem todo aqui para dentro.”

Kemilly, de 7 anos, com a irmã e o avô, Moisés dos Santos (Foto: Gabriela Hautrive)

A boa notícia é que Edila e a família vão sair do parque na tarde desta segunda-feira. Com auxílio do aluguel social, eles conseguiram uma

casa no Bairro Santo Antônio. “Hoje nós vamos de muda, casa boa, tem mercado perto, tem padaria, tem o Posto de Saúde, o ônibus passa perto. Então é muito bom”, destaca.

Em Lajeado, 186 pessoas, que contemplam 82 famílias seguem no abrigo (Foto: Gabriela Hautrive)

 

Além da família de Edila, outras pessoas também buscaram alternativas para amenizar o frio.

A pequena Kemilly, de 7 anos, estava brincando no parque na manhã desta segunda-feira (1º), mas disse que a noite foi fria. “Foi muito frio, usamos cobertor, mas tava frio ainda”, conta.

O avô da Kemilly, Moisés dos Santos, disse que o frio é maior para as crianças. “Além delas tem um bebê, o Lucas, e é bem gelado o aqui”, reforça.

Em Lajeado, 186 pessoas, que contemplam 82 famílias, seguem no abrigo. Cidades como Cruzeiro do Sul, Estrela e Arroio do Meio também permanecem com pessoas em ginásios por conta das enchentes do início de maio.

Texto: Gabriela Hautrive
[email protected]

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