Tendência é que suspensão das aulas seja prorrogada em todo o estado, diz presidente da Undime-RS

Suspensão em todas as redes de ensino do RS vai até 30 de abril, prazo que deve ser prorrogado.


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Foto: Arquivo / Rádio do Vale

“Existe uma tendência muito forte de que as aulas sejam suspensas de forma impositiva pelo decreto estadual nas unidades escolares em todas as redes por pelo menos mais 15 dias a partir do dia 30 de abril”. A fala é do presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime-RS) e secretário da área em Estrela, Marcelo Mallman.

Conforme ele, o governo do Estado analisa uma pesquisa sobre o impacto do coronavírus na área da educação para tomar medidas. Mallmann diz que uma nova reunião de dirigentes da educação deve ocorrer na sexta-feira (24) ou segunda-feira (27), em Porto Alegre, momento em que a decisão deve ser tomada. “Se esse estudo apontar que existe uma possibilidade de flexibilização, a decisão vai ser tomada em conjunto”, destaca.

As aulas estão suspensas na rede estadual, por decreto do governador Eduardo Leite, desde 19 de março. Em 31 de março, o prazo foi estendido até 30 de abril e ampliou as restrições para todas as redes de ensino (estadual, municipal, privadas e universidades).

O presidente da Undime-RS diz que são analisas uma série de questões para a retomada das aulas, que observam desde segurança sanitária para professores e alunos, bem como a perda de aprendizagem com o período fora das salas de aula. “São coisas que têm que ser pensadas antes de retomar as atividades escolares”, pontua.

A legislação que exigia 200 dias letivos e 800 horas/aula por ano foi flexibilizada em meio à pandemia de coronavírus. Caiu a exigência dos 200 dias, e as 800 horas têm maior maleabilidade para serem ministradas. No RS, o Conselho Estadual de Educação editou norma que regulamenta as atividades domiciliares passadas aos alunos.

Conforme Marcelo Mallmann, os gestores da educação preocupam-se com “não permitir que esse momento de pandemia possa prejudicar a aprendizagem das crianças”.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

 

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