Teremos muita gente sequelada da Covid, e isso vai gerar uma demanda maior do sistema de saúde, afirma administrador hospitalar

Fernando Gama relata que em março houve uma situação de blackout nos hospitais gaúchos


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Fernando da Gama, presidente do Sindicato dos Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos do Vale do Taquari (Foto: Tiago Silva)

A atual situação da Covid-19 nos hospitais do Vale do Taquari e as consequências da pandemia para a saúde pública foram pautas da entrevista do programa Redação no Ar desta quarta-feira (7) com Fernando da Gama. Ele é presidente do Sindicato dos Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos do Vale do Taquari.


ouça a entrevista

 


 

O administrador hospitalar explica que em março houve uma situação de blackout nos hospitais gaúchos, com boom de internação e falta de leitos, como consequência das aglomerações do período de carnaval.

Gama aponta que a rede hospitalar do RS tem um modelo particular, com a maior parte composta por entidades filantrópicas, uma característica da colonização no estado. Ele diz que houve um aprendizado e qualificação nos atendimentos em função da pandemia.

Porém, demostra preocupação com o pós-Covid. “Nós teremos muita gente sequelada pela covid, e isso vai gerar alguma coisa no sistema de saúde”, projeta. “Essa demanda vai haver no futuro. Alguns já estão pensando ‘o que faremos?’, ‘como agiremos?'”, percebe. Gama cita problemas pulmonares, neurológicos e psicológicos.

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