Teutoniense relata detalhes da profissão de comissária de bordo

Depois de atuar por cinco anos na carreira, Juliete Petter desistiu por sentir falta da família


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Juliete Petter atuou durante cinco anos como comissária de voo (Foto: Rodrigo Gallas)

A aviação gera fascínio em mulheres e homens. Há quem sonhe em ser piloto, mecânico de aeronave ou comissário de voo. Conhecer vários destinos é uma das possibilidades que fazem com que tantas pessoas desejem ingressar em uma dessas profissões.

A rotina de uma “aeromoça” foi pauta no programa Panorama desta sexta-feira (22). Conversamos com a teutoniense Juliete Petter. Ela atuou durante cinco anos como comissária de voo.


ouça a entrevista 


 

Em 2011, iniciou na profissão pela Trip Linhas Aéreas. Cerca de um ano depois, a companhia fez uma fusão com a Azul. Começou tendo como base de voo Belo Horizonte, conseguindo logo depois a transferência para Porto Alegre. “Ali foram cinco anos. Uma experiência um tanto quanto diferente”, comenta.

Ela conta que o curso para se habilitar à profissão foi realizado em Porto Alegre. Ela fazia em finais de semana. Segundo ela, na modalidade com aulas diárias é possível terminá-lo em seis meses. Depois do curso é necessário submeter-se à banca avaliadora da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac). “Muitas pessoas desistem nesta etapa”, relata. “Essa prova é um resumão do curso. Pra mim foi super tranquilo.”

Depois de conseguir a aprovação, é preciso participar de processos seletivos das companhias. Juliete passou em sua terceira tentativa de ingressar na carreira. Na época, ela tinha 18 anos e foi morar em São Paulo.

Seu desejo era seguir carreira internacional na aviação. Com o tempo, foi sentindo falta da família e de se especializar em alguma área profissional, o que não era possível com a profissão de comissária de bordo. Por isso, desistiu da carreira. A teutoniense diz ter conhecido todo o Brasil, mas não chegou a atuar em voos internacionais.

Ela diz não ter sido vítima de preconceito na profissão, nem mesmo ter presenciado. “O que tinha era cantada. No final do voo deixavam um bilhetinho, o telefone, mas nada que passasse dos limites.”

Ouça com detalhes a rotina da profissão no player acima.

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