Tipo raro de meteoro é registrado pela primeira vez no céu do Rio Grande do Sul

Fenômeno foi visto também em Lajeado, por volta das 19h09 desta quinta


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Foto: Reprodução

Localizado na cidade gaúcha de Taquara (Vale do Paranhana), o Observatório Espacial Heller&Jung registrou pela primeira vez a queda de um meteoro procedente de fora do Sistema Solar ao qual pertence o nosso planeta. Astrônomos agora querem descobrir de onde veio o bólido espacial. O fenômeno foi visto também em Lajeado, por volta das 19h09 desta quinta-feira (03). Moradores do bairro São Cristóvão afirmam ter avistado o clarão no céu, no mesmo horário registrado pelo Observatório.

O objeto atingiu a atmosfera terreste em um ângulo de 6,1° em relação ao solo, por isso a sua denominação “earthgrazer” (“raspador da Terra”, em uma tradução livre para o Português). E começou a brilhar a uma altitude aproximada de 160 quilômetros, devido ao atrito com a atmosfera, no céu sobre Capão Comprido (Litoral Sul). Com uma velocidade impressionante de 230 mil km/h, o meteoro percorreu 243 quilômetros em menos de 4 segundos em direção ao norte, até desaparecer no céu próximo ao município de Carlos Barbosa (Serra gaúcha).

De acordo com o dono do observatório, Carlos Fernando Jung, esse tipo de meteoro ainda não havia sido registrado na Região Sul do País: “Trata-se de uma descoberta nova e que vai possibilitar mais estudos”.

Diferença

O ingresso de meteoros na atmosfera do planeta é um fato bastante frequente em qualquer parte do globo terrestre, sendo que na maioria dos casos o objeto celeste se desintegra totalmente pelo desgaste com o ar e outros fatores, sem chegar ao solo – fenômeno popularmente conhecido como “estrela cadente”.

Alguns se fragmentam ou mesmo não se desmancham totalmente, podendo ser encontrados em dimensões que variam conforme o seu tamanho e determinadas condições. São os chamados “meteoritos”. No caso do “earthgrazer”, a dinâmica é outra.

O meteoro não cai verticalmente sobre o planeta e nem é tão luminoso, devido a ângulos mais “suaves” de aproximação com o planeta, de forma que apenas cruza “de raspão” uma ou mais camadas altas da atmosfera, antes de retornar ao espaço.

Fonte: O Sul

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