“Transmissão da varíola não é nem parecida com as doenças gripais”, afirma Cláudio Klein

Médico pneumologista comenta o surto de varíola dos macacos que atinge países da Europa


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Médico pneumologista e secretário da Saúde de Lajeado, Cláudio Klein (Foto: Tiago Silva)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) segue monitorando a disseminação recente da varíola dos macacos. A doença até o momento tem causado infecções leves, apesar das lesões características na pele.

Para o médico pneumologista Cláudio Klein, não há motivo para temor neste momento. Ele cita que a varíola existiu nos anos 1960 e depois, com a eficácia da vacina, a OMS decidiu fazer um programa para erradicar a doença. “A varíola do macaco, que sempre existiu, também e roedores, ela se manteve endêmica na África. E agora surgiram casos na Europa”, comenta.

Klein cita que ainda não se sabe em definitivo como ocorreu essa circulação, mas não se compara com a pandemia de covid-19. “A transmissão da varíola não é nem parecida com essas transmissões de doenças gripais tradicionais. Elas exigem um contato mais próximo e a principal fonte de contato são aquelas bolinhas, as vesículas que a varíola cria”, explica.

Em razão disso, o médico resume que o isolamento da pessoa contaminada já seria o suficiente para barrar a contaminação. “A transmissão ocorre em um contato mais prolongado entre pessoas, não é passando na rua ou em um ambiente único. Por isso a transmissão dificilmente chega de 1 para 1 que é aquela que se sustenta. A covid chegou a ser 1 para 13”, diz.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) declarou em nota divulgada na última terça-feira (24) que o isolamento social não faz parte das medidas de enfrentamento à varíola dos macacos no Brasil. Até o momento, não foi registrado nenhum caso da doença no país.

Texto: Nícolas Horn
nicolas@independente.com.br

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