Tribunal alemão julga eritreu que empurrou menino sob um trem

A Justiça deve decidir se o homem era criminalmente responsável por suas ações no momento do crime. Além de ter empurrado uma criança para baixo de um trem em movimento, ele tentou fazer o mesmo com a mãe e um idoso que estava próximo.


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Local onde um garoto de 8 anos foi assassinado em Frankfurt, em 29 de julho de 2020 (Foto: Andreas Arnold / dpa / AFP)

Um homem da Eriteia com problemas psiquiátricos pediu desculpas, nesta quarta-feira (19), ante um tribunal da Alemanha que o julga por ter matado uma criança ao jogá-la sob um trem em movimento, um caso que causou grande comoção no país.

“Lamento muito, principalmente pela família”, disse Habte Araya, em declaração lida por seu advogado na abertura do julgamento em um tribunal de Frankfurt, onde responde por homicídio, duas tentativas de homicídio e ferimentos graves.

A promotoria requereu internação duradoura desse homem de 41 anos, que morava na Suíça há 14 anos, em um hospital psiquiátrico, alegando que há alta probabilidade de reincidência.

A Justiça deve decidir se o homem era criminalmente responsável por suas ações no momento do crime.

Em julho do ano passado, ele empurrou Leo, de 8 anos, e sua mãe de 40 para baixo de um trem, no momento em que a locomotiva chegava à estação de Frankfurt. O menino morreu na hora, mas sua mãe conseguiu se salvar in extremis. Ferida e em estado de choque, ela foi levada para o hospital.

Habte Araya também tentou empurrar uma terceira pessoa, de 78 anos, para os trilhos, mas ela conseguiu se livrar e se tornou parte civil no processo, assim como a família do menino.

Um mês depois dos fatos, o homem, procurado pela polícia suíça por ataques ocorridos quatro dias antes naquele país, foi internado em um hospital psiquiátrico.

A promotoria considera que ele sofre de “esquizofrenia paranóica”.

O caso comoveu a Alemanha. Em poucos dias, foram arrecadados mais de 100 mil euros de doações para a família do menino.

A extrema direita alemã também aproveitou o acontecimento para denunciar mais uma vez a política de imigração, em sua opinião muito permissiva, do governo de Angela Merkel.

Fonte: G1

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