Turismo: em meio à pandemia, clientes optam por remarcar pacotes em vez de cancelar viagens

Companhias aéreas e hotéis devem oferecer pacotes especiais para estimular o retorno das viagens.


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Foto: Ilustrativa

Em entrevista no programa Rádio Repórter desta quinta-feira (23), a proprietária da Brasil Viagens e Turismo e de uma loja da CVC em Lajeado, Iedi Schoor, falou sobre como as agências estão enfrentando os reflexos da pandemia do novo coronavírus.

Ela percebe que os clientes com pacotes de viagens já adquiridos procuram as agências para reagendarem os roteiros, seja para o segundo semestre ou início do ano que vem. Para a guia de turismo, quando o mercado for retomado, companhias aéreas e hotéis devem ofertar pacotes mais em conta para estimularem as pessoas à retomada do turismo.


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Iedi explica que desde o dia 21 de março a sua agência está fechada, e os funcionários estão em home office. Na Brasil Viagens e Turismo, os reagendamentos ficam entre 95% e 96% dos casos. Alguns clientes optam por ficar com crédito na agência, esperando o melhor momento para remarcarem. “Os cancelamentos são mínimos”, destaca Iedi. “As pessoas estão percebendo que é melhor ficar com um crédito do que cancelar”, nota.

“Muitas pessoas que tinham viagem marcada para o primeiro semestre e não puderam ir, elas estão superansiosas para poderem fazer a viagem no segundo semestre ou, quem sabe, no ano que vem. As pessoas estão sentindo a falta de viajar, porque eu sempre digo que não é um custo viajar, é um investimento. Toda pessoa que trabalha e batalha o tempo inteiro, ela necessita de umas férias para arejar um pouco a cabeça”, ressalta.

Conforme ela, após a flexibilização das restrições, já é possível perceber, gradativamente, um retorno da procura por pacotes de viagens. Mas, no primeiro semestre, só agenda quem realmente precisa, pontua a empresária.

Quando a pandemia passar, a guia de viagens diz que os preços estarão mais baixos. “Estamos recebendo informações de companhias aéreas e hotéis com valores mais baixos, para que as pessoas comecem de novo a viajar”, adianta Iedi.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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