Turistas do Vale do Taquari chegam em Santiago

Grupo foi transportado por caminhões do exército e depois por ônibus e agora terá melhores condições de higiene e alimentação, com um frio menos intenso


0
Turistas em Los andes (Foto: Divulgação)

O grupo de turistas do Vale do Taquari que estava preso na aduana chilena, no topo da Cordilheira dos Andes, por conta de uma nevasca desde o último sábado (9) chegou em Santiago no fim da tarde desta terça-feira (12). A viagem não foi num confortável ônibus conforme o programado, mas pelo menos os passageiros não estão mais na parte mais alta da cordilheira, onde segue nevando, tem previsão de nova nevasca, faz muito frio e as acomodações não eram as mais adequadas.

Na tarde desta terça, o grupo de 33 moradores de Teutônia (26) e Estrela (7) foi transportado por quatro caminhões do exército chileno por cerca de duas horas da aduana para uma base militar em Los Andes. De lá o grupo, que tem em sua maioria idosos (28), foi levado por um ônibus da agência de turismo para o hotel que já estava reservado, no Centro de Santiago. Foram mais 2h20 de viagem. No trecho percorrido foram vistos muitos caminhões estacionados do lado de fora da pista, ainda com neve.

Todos chegaram bem e conseguiram tomar banho e ter uma higiene mais adequada, além de dispor de camas para dormir, já que as últimas noite foram passadas no interior do ônibus da excursão, que saiu do Vale do Taquari. “Estão todos hospedados no mesmo hotel, no Centro de Santiago, muito confortável”, informa o gerente comercial Gerson Henrich da Silva, de Estrela, que está na excursão com sua esposa e sua filha.

Às 23h desta terça a temperatura em Santiago era de 6ºC, bem acima dos -13ºC, que faziam no mesmo dia na aduana.

Conforme Henrich, o grupo permanecerá no hotel por, pelo menos, duas noites. Se voltarem para o Brasil de ônibus terão que esperar a passagem de uma nova nevasca, prevista para esta quarta (13) e, dessa forma, retornariam somente no outro fim de semana. Não se descarta a possibilidade de o grupo voltar de avião, pois a viagem de retorno de ônibus tem duração de cerca de 40 horas.

Uma senhora de Teutônia que estava com o grupo, acabou ficando no hotel em Mendoza (Argentina) e nem chegou a ir para a aduana com o restante do grupo.  Por isso, no Chile são 33 integrantes do grupo.

Os dois motoristas do ônibus do Vale do Taquari permaneceram na aduana para manter o veículo ligado a fim de não congelar o motor. Também porque os ônibus não estão liberados para andar pela Estrada Los Caracoles, trecho cheio de curvas entre Santiago e Mendoza (Argentina).

Texto: Ricardo Sander
ricardosander@independente.com.br

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui