Um a cada três brasileiros não gosta de ter uma chefe mulher

Mulheres ainda são minoria nas gestões.

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Foto: Ilustrativa

De acordo com dados do IBGE, em 2018, mulheres tinham participação de 41,8% no grupo de diretores e gerentes, com rendimento médio correspondente a 71,3% do recebido pelos homens. No entanto, a dificuldade não termina quando elas conquistam a posição de liderança. Segundo levantamento sobre igualdade de gênero elaborado pela Ipsos, empresa de pesquisa de mercado independente presente em 90 países, 27% (quase um terço) dos brasileiros se sentem desconfortáveis quando a chefe é uma mulher.

Quando a análise é feita por gênero, a insatisfação com uma chefia feminina é apontada por 24% das mulheres e por 31% dos homens. Os índices são semelhantes aos de países como Índia, Coreia do Sul e Malásia.

Apenas 39% dos brasileiros acreditam que o “cuidado do lar” não vem sendo debatido o suficiente para alcançar a igualdade, contra a média global de 73%.

Décadas de barreira

A vHerForce, plataforma de avaliação de empresas e divulgação de vagas voltadas para mulheres, lembra que a participação das mulheres no mercado de trabalho aconteceu por necessidade, devido às guerras mundiais. Porém, quando os homens voltaram, a maioria das trabalhadoras foi descartada. As que conseguiram permanecer, ocuparam funções inferiores, com salários menores.

O Brasil ocupa a 134º posição entre 193 países pesquisados no ranking de representatividade feminina no Parlamento, com 15% de participação de mulheres.

Fonte: Metrópole

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