Um basta ao fast food: conheça o conceito de slow food

O slow food busca resgatar a comida de verdade com a ideia de que comida não é comercio, comida é vida


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Foto: Slow food Brasil / Reprodução

Boa parte da população vive hoje distanciada da produção e origem do próprio alimento, contribuindo para aumentar um vazio sempre maior na relação entre o produtor e consumidor. Essa lacuna foi ocupada pela indústria e pelo mercado, que assumem o papel de decidir como produzir e como distribuir a comida.

Em paralelo, nosso quotidiano é marcado pela velocidade frenética e pela precariedade nas relações. Vivemos sobre o constante apelo à comodidade e à praticidade e o pouco estímulo à nossa participação nas decisões que concernem nossa própria vida e a nossa sociedade.

Em 1986, na Piazza di Spagna, no centro histórico de Roma (Itália), inaugurava-se a primeira loja no país da maior cadeia de fast food do mundo. Em protesto liderado por Carlo Petrini surgiu o Slow Food, como contraposição filosófica, política e ideológica ao fast food.

Já fazia algum tempo que pessoas apaixonadas pela boa alimentação vinham se questionando sobre mudanças nos sabores dos alimentos e   se aborrecendo com o avanço do Fast Food, e tudo explodiu com o aparecimento do Mc Donald´s por lá.

Medico e gourmet Marcos Frank fala sobre culinária nas sextas-feira no quadro “Direto Ao Ponto” (Foto: Divulgação)

Afinal, moradores de um país onde se prima por fartos antepastos, massas, carnes, sobremesas e do costume de conviver à mesa, se sentiram afrontados e criaram o movimento antagônico – Slow food– tendo como símbolo um caracol (escargot) não só pela sua lentidão, mas também pelo sabor e por serem facilmente encontrados na maioria das partes do mundo.

Conta a história que o fundador do movimento Carlo Petrini, adorava comer uma salada de pimentão quadrado de uma certa região e certa vez, quando esteve lá, o sabor havia mudado completamente. Ao procurar saber, o chef informou a ele que estavam importando o pimentão da Holanda e que os produtores locais, estavam plantando bulbo de tulipas e exportando para a Holanda para ganharem mais. Outros episódios como este, caracterizaram que o comercio estava se sobrepondo ao alimento.

A partir disso o movimento Slow food se baseou em resgatar a comida de verdade com a ideia de que comida não é comercio, comida é vida.

Este movimento acredita que o prazer da alimentação inclui o uso de produtos locais e de qualidade, respeitando ao mesmo tempo a cultura, o meio ambiente e as pessoas envolvidas na produção. Incentiva as pessoas a cozinharem e assumirem a responsabilidade de saber como o alimento está sendo produzido, desde o cultivo até chegar ao prato. É, portanto, uma tomada de consciência e de posição.  A ideia principal tem 3 pilares para o alimento: Bom – saboroso e de qualidade; Limpo- produzido com a preocupação de não prejudicar o meio ambiente; e, Justo- que o preço seja bom para que o produz e para quem o consome.

A missão do Slow food, portanto é unir o prazer da boa comida com a preservação das comunidades locais, suas culturas e tradições e com respeito ao meio ambiente, sendo chamado de ecogastronomia.

Lombo de porco em vinho tinto, com castanhas e alecrim

Ingredientes (para quatro pessoas):

– 1 lombo de porco, sem gordura, com 1,200 Kg
– ½ Litro de vinho tinto, de boa qualidade
– 3 Cebolas brancas
– Sal a gosto
– Alho em pó a gosto
– 5 Dentes de alho
– Pimenta a gosto

– Massa de Pimentão

– Alecrim, Q. B.
– 3 Folhas de louro
– 200 Gr de Castanha congelada
– Azeite Q. B.

Preparação da massa de pimentão:

Ingredientes (Para 1 Kg de Massa):
– 1 Kg de pimentao vermelhos
– 350 Gr de Sal.
– Azeite A gosto

Preparação

Limpe os pimentos, retirando as sementes, e corte-os em tiras. Numa panela com água a ferver, coza-os durante uma hora, até ficarem bem macios. Em seguida, triture, e deixe-os escorrer, dentro de um passador, coberto por um pano fino, durante vinte e quatro horas. Envolva o sal, e guarde em frascos esterilizados, cobertos com um fio de azeite. Quando bem acondicionada, dura mais de um ano, e é perfeita para temperar carne ou peixe.

Corte as cebolas, e disponha-as no fundo de um tabuleiro, regadas com o azeite. Esfregue no lombo, a massa do pimentão. Disponha sobre as cebolas, e adicione os restantes ingredientes. Cubra com uma folha de alumínio, deixando marinar de um dia para o outro. Asse, lentamente, em forno brando, durante, pelo menos, duas horas. Vigie, e vá regando com o molho. Quando estiver pronto, corte em fatias fininhas, e sirva de imediato. Bom apetite.

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