Cíntia Agostini: Um longa semana (a priori) em bandeira vermelha

As restrições ou formas de atuação no combate a pandemia deveriam ser regionalizadas e até microrregionalizadas.


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Foto: Ilustrativa

Enquanto conversamos com o nosso ouvinte, nossos prefeitos, via associações de municípios e Famurs, tentam demover o governo do Estado da sua firme ideia das restrições impostas em bandeira vermelha. A sociedade, gestores públicos e entidades se manifestam veementemente contrários aos resultados das bandeiras em nossa região. Todos compreendem que o estado do RS têm mais casos de contaminação, mas todos questionam mudanças de critérios abruptamente, o que aconteceu novamente na sexta-feira, e pedem mais autonomia para definir critérios e parâmetros da dinâmica econômica.


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No entanto, não é responsabilidade ou do governo do Estado ou das prefeituras municipais a definição de critérios, deve ser a responsabilidade dos dois entes federados dar conta de um maior equilíbrio entre a dimensão da saúde e a dimensão econômica. A sociedade olhando para tudo isso pouco entende. A maioria tenta cumprir, mas todos estamos cansados. Já falava eu na semana passada e pedia a todos paciência e resiliência.

Presidente do Codevat, Cintia Agostini (Foto: Nicolas Horn)

Continuo pedindo isso, mas aos nossos gestores nosso apoio para que se manifestem em prol de um maior equilíbrio de saúde pública e economia, um maior equilíbrio entre as restrições e possibilidades em nossos municípios. Nossa argumentação leva em conta que já no final de semana os resultados regionais eram muito melhores em termos de internações, óbitos e demais indicadores e, ao olhar isso, o comitê de enfrentamento da pandemia estadual, que fica centralizado em POA, não reconsiderou sua decisão e manteve o Vale do Taquari em bandeira vermelha.

Defendemos desde a primeira bandeira vermelha que as restrições ou formas de atuação no combate a pandemia deveriam ser regionalizadas e até microrregionalizadas, que temos características muito diversas mesmo dentro do Vale do Taquari e até o momento, não vencemos essa restrição estadual. Espero que, enquanto conversamos aqui com nosso ouvinte, nossos gestores públicos e o governo do Estado estejam avançando em uma negociação equilibrada em prol da sociedade do Vale do Taquari e gaúcha.

Cíntia Agostini, presidente do Codevat, economista e professora universitária

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