Uma análise sobre emoções negativas e aquelas pessoas que se sentem deslocadas nas comemorações de Natal

"Essa necessidade de alegria de Natal me parece mais uma pressão da mídia, porque quanto a gente está alegre a gente compra mais", observa o médico psiquiatra Rafael Moreno.


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Foto: Shutterstock

A necessidade de demostrar alegria no Natal foi pauta para o médico psiquiatra Rafael Moreno em participação no quadro “Direto Ao Ponto” desta quinta-feira (24).

Conforme ele, o período é um momento importante para a reflexão sobre o ano, e o profissional reconhece que este em especial foi difícil para a maioria das pessoas em função da pandemia de coronavírus.


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Moreno destaca que esta reflexão pode gerar emoções, inclusive, negativas. Elas são normais, de certa maneira, busca tranquilizar.

“Não necessariamente a tristeza é uma emoção ruim”, pondera. Conforme o psiquiatra, é importante ter essa capacidade reflexiva para poder evoluir.

Uma outra característica deste período são aquelas pessoas que se sentem deslocadas nas comemorações. “Eu ‘chuto’ que metade das pessoas acabam não tendo uma alegria de Natal. Acho que essa necessidade de alegria de Natal me parece mais uma pressão da mídia — porque quanto a gente está alegre a gente compra mais —, do que de fato uma coisa que todo mundo está alegre”, percebe Rafael Moreno.

Para ele, o Natal, de feriado religioso, hoje está mais voltado ao comércio.

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