Uma casa somente é um lar se tiver vida que emociona

Confira o comentário da jornalista, psicóloga e psicanalista clínica Dirce Becker Delwing


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Foto: Ilustrativa

Uma amiga minha queria comprar um pufe redondo para colocar no quarto da filha de três anos. Comentou com o marido sobre a intenção de fazer algumas mudanças no ambiente quando estavam em frente a uma vitrine com vários desses objetos expostos. A menina escutou a conversa e, sem titubear, indicou a sua preferência. Queria o mais colorido, com estampa que imita uma obra do famoso pintor pernambucano Romero Britto.


ouça o quadro

 


Minha amiga não esperava por essa escolha extravagante, tinha imaginado um tom mais neutro, azul marinho, quem sabe. Combinaria melhor com a mobília do quarto e seguiria a decoração da casa, que tem uma proposta mais clean. Ficou pensativa. Analisou os prós e os contras. Encontrou argumentos plausíveis e chegou a conversar com a filha sobre a escolha do pufe azul.

Horas depois, mandou uma foto. O pufe colorido estava no meio da sala, sendo muito mais do que um espaço para se acomodar. O pufe era a própria casa. Ali, a guria jantou, escovou os dentes e se divertiu por horas. Como disse minha amiga, a bem da verdade, o que importa mesmo serão as memórias coloridas que a filha guardará desse tempo da sua vida.

Dirce Becker Delwing é jornalista, psicóloga e psicanalista clínica

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