Uma das vítimas carbonizadas no interior de Cruzeiro foi alvejada com um tiro na nuca

Para a investigação, esse é um indicativo de que as vítimas foram assassinadas e que o sinistro foi provocado para tentar ocultar o crime.


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Foto: Marcio Steiner / Arquivo

A Polícia Civil segue investigando o que está por trás das mortes de três pessoas na localidade de São Miguel, interior de Cruzeiro do Sul. Na manhã da última sexta-feira (10), Um casal e outro homem foram encontrados sem vida após um incêndio atingir um galpão.

A hipótese de ter sido um acidente está descartada com a constatação de que a mulher foi atingida por um tiro na nuca. Para a investigação, esse é um indicativo de que as vítimas foram assassinadas e que o sinistro foi provocado para tentar ocultar o crime.

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Segundo o delegado Dinarte Marshall Júnior, que investiga o caso, a equipe do Instituto Geral de Perícias (IGP) encontrou um projétil de pistola calibre 380 na cervical da mulher. Na sexta, o IGP já havia apurado que havia marcas de perfuração nas vítimas.

O casal morto estava morando de favor no galpão há pouco tempo e tinha um filho de 4 anos. A criança não ficou ferida pois estaria dormindo na casa em frente onde residia o caseiro, que também foi encontrado morto.

A investigação também leva em conta o fato de que foram encontrados indícios de que o incêndio foi provocado de forma intencional. Para o delegado, alguém ateou fogo no galpão. Ele diz ter convicção de que as vítimas foram mortas ali e o local incendiado para ocultar vestígios.

Um veículo, que estava dentro do galpão, também foi incendiado. O caseiro residia em uma moradia logo em frente ao galpão, com sua companheira. Segundo o delegado, ela já foi ouvida e relatou que não estava em casa quando o incêndio teve início, pois havia ido até a propriedade do pai, na mesma localidade, auxiliá-lo a retirar alguns animais em razão da enchente.

Sobre a suspeita em relação à motivação do crime, o delegado não divulga detalhes para não atrapalhar a investigação. MS/GaúchaZH

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