Uma hora de narguilé corresponde a 100 cigarros fumados, alerta pneumologista

No Dia Mundial Sem Tabaco, Cláudio Klein recorda como o tabaco ganhou impulso nos períodos de guerra, e que hoje muitos fumantes deixam o vício em função de se sentirem constrangidas


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Foto: Ilustrativa

No Dia Mundial Sem Tabaco, comemorado em 31 de maio, o programa Redação no Ar desta segunda-feira (31) conversou com o pneumologista e secretário de Saúde de Lajeado, Cláudio Klein. O profissional lembrou do momento que o cigarro se popularizou, quando surgiram os primeiros estudos apontando os dados à saúde e como o tabagismo tem sido combatido no Brasil.


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Com o consumo de cigarro em baixa, os jovens, principalmente, tem buscado alternativas como o cigarro eletrônico e o narguilé. Porém, Klein alerta que uma hora fumando narguilé corresponde a 100 cigarros. “O narguilé é muito ruim”, afirma ele, ao lembrar que, no Oriente Médio, região onde esse método é mais difundido e tradicional, os índices de doença respiratória e de câncer são mais altos.

Secretário de Saúde de Lajeado, o pneumologista Cláudio Klein (Foto: Tiago Silva)

O pneumologista lembra que, hoje em dia, muitas pessoas têm parado de fumar por se sentirem constrangidas de consumirem cigarro em locais públicos ou próximo a outra pessoa não fumante. Esse tem sido o principal fator para deixar o vício, e não somente a questão da saúde, analisa Klein.

O médico lembra que, nas décadas de 1970 e 1980, cerca de 45% da população brasileira era fumante. Hoje, entre 15% e 18%. Klein compara que no Brasil as campanhas antitabagismo tiveram sucesso maior que em países europeus ou nos vizinhos da América Latina, como Argentina ou Uruguai, onde é mais comum se ver fumantes em ambientes públicos.

O profissional de saúde lembra que o cigarro foi difundido em grande escala a partir da 1ª Guerra Mundial (1914-1918) e fazia parte, inclusive, do kit que os soldados levavam para as batalhas. No período da 2ª Guerra Mundial (1939-1945) o tabaco tem novo boom com a industrialização da produção. Somente a partir da década de 1960 surgiram os primeiros trabalhos demostrando os malefícios do consumo à saúde.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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