“Uma questão muito importante para quem tem crianças é não deixar objetos e brinquedos perto da piscina”, alerta bombeiro sobre afogamentos

Comandante da guarnição de Lajeado também orientou sobre os casos ocorrido em pontos com água corrente


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Tenente Fausto Gusmão Althaus, comandante do Corpo de Bombeiros de Lajeado (Foto: Artur Dullius)

Com a proximidade do verão e a chegada do calor, tem aumentado a procura por arroios, rios, piscinas e também pelo mar. No entanto, os cuidados com relação aos afogamentos também precisam ser intensificados, principalmente com a movimentação de crianças. Em Estrela, a morte de uma menina de 3 anos por afogamento chocou a comunidade na última terça-feira (23).

Na visão do tenente Fausto Gusmão Althaus, comandante do Corpo de Bombeiros de Lajeado, os cuidados com os pequenos nesta época do ano precisam ser quadruplicados. Segundo ele, o espaço familiar apresenta perigos eminentes e exige alerta constante dos pais. “Precisamos ter muito cuidado em casa, onde relaxamos um pouco mais, principalmente com relação as piscinas. Uma questão muito importante para quem tem crianças é não deixar objetos e brinquedos perto da piscina. Eles podem se tornar um atrativos para os menores se aproximarem e virem a cair na água”, alerta.

O comandante afirma ainda que a facilidade de acesso a pontos comuns com água na região aumenta a preocupação em relação a este tipo de incidentes. “Quanto aos arroios e a praia, precisamos redobrar mais ainda o cuidado. A piscina é algo que chamamos de ambiente controlável, pois elas têm um espaço pequeno, uma fundura considerável e água limpa. Mesmo assim ocorrem muitos incidentes. Num arroio, rio ou no mar o perigo é ainda maior. Existem correntes, buracos e pedras. O mar, quem conhece já passa um sufoco, para quem não conhece então”, lembra.

No entanto, independente do local, o tenente afirma que é importante manter os pequenos dentro de uma área visível. “Se for se afastar um pouco da beira da piscina ou do arroio, o ideal é levar a criança junto. Mesmo que for por apenas um minuto, para buscar um picolé ou refri. Esse tempo já o suficiente para acontecer uma bobagem. Nunca podemos tirar os olhos das crianças”, define.

Já em casos de afogamento, quando a vítima estiver desacordada e em parada cardiorrespiratória, ele orienta que o ideal é iniciar os procedimentos de salvamento e, de forma instantânea, também acionar o apoio. “Temos que fazer o básico do básico, que é realizar massagem cardíaca na vítima. Querendo ou não a nossa circulação vai ter oxigênio e o nosso metabolismo vai mandar isso para o resto dos membros. Isso depois de conseguir resgatar a pessoa”, explica.

Quando presenciar um afogamento em algum rio, arroio ou no mar, a indicação é que a pessoa não entre na água para realizar o salvamento. “Muitas vezes este cidadão que tenta fazer o resgate acaba indo junto. No desespero a vítima se agarra. O ideal é tentar alcançar um galho, uma taquara, uma boia ou uma caixa de isopor para resgatar ela. Mas, se você possui alguma certa habilidade em natação e se sente preparado, nunca aborde a vítima pela frente, pra ela não ter a possibilidade de se abraçar em ti e acabar levando junto”, atenta o comandante.

Seis bombeiros da corporação de Lajeado irão participar da Operação Verão 2021/2022 no litoral gaúcho (Foto: Artur Dullius)

Operação Verão

Nós próximos dias, inicia oficialmente a Operação Verão 2021/2022 no litoral gaúcho. Seis bombeiros da corporação de Lajeado irão participar das equipes de salva-vidas. Eles já iniciaram os períodos de treinamento e alguns, inclusive, já estão atuando em alguns pontos específicos do litoral nos finais de semana.

“Eles já foram para o litoral, já fizeram o treinamento e passaram nas provas. Não é simplesmente pegar um militar e colocar na função. A pessoa precisa passar o ano inteiro treinando e nosso efetivo tem feito isso para chegar nesta época e conseguir desenvolver um serviço de excelência”, conclui o tenente.

Texto: Artur Dullius
reporter@independente.com.br

 

 

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