“Uma região de bandeira vermelha não pode simplesmente adotar bandeira laranja”, afirma secretário estadual

De acordo com o o Secretário Estadual de Articulação e Apoio aos Municípios, Agostinho Meirelles, os comitês serão formados pelas regiões Covid e não pelas associações.


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Secretário Estadual de Articulação e Apoio aos Municípios, Agostinho Meirelles (Foto: Governo do RS/Divulgação)

O Gabinete de Crise do governo do Estado publicou, na manhã desta quarta-feira (4), um decreto alterando os protocolos de restrições para o comércio, considerados não essenciais, nas regiões classificadas de alto risco epidemiológico. As modificações passam a valer a partir de hoje. Em entrevista ao programa Redação no Ar desta quarta-feira, o Secretário Estadual de Articulação e Apoio aos Municípios, Agostinho Meirelles, relatou os avanços nas construções e como tem sido o processo de intermediação entre a demanda dos municípios e o Governo do RS.


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“Desde a semana passada vínhamos conversando com cada região, colhendo a demanda e as angústias de todos os prefeitos do Estado. Na última semana, começamos a pensar e planejar mais uma etapa do modelo gestão compartilhada”, conta. A Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) e as associações aceitaram a proposta de gestão compartilhada do distanciamento controlado, para definir os protocolos a serem adotados pelos municípios.

Segundo o secretário, o novo modelo vai manter a configuração adotada no modelo de distanciamento controlado, mas também vai permitir abrandar alguns protocolos. “Reduzindo alguma atividade para poder liberar a outra”, exemplifica Meirelles. “Uma região de bandeira vermelha não pode simplesmente adotar bandeira laranja”, afirma o secretário estadual.

Meirelles revela que, amanhã, quinta-feira (6), a Procuradoria-Geral do Estado do Rio Grande do Sul publicará o decreto que irá possibilitar a decisão, por maioria qualificada, ou seja, 2/3 dos municípios da região covid possam criar seu comitê científico para analisar os dados que vêm dos municípios e hospitais, para assim, criar critérios de adaptação dos protocolos. “Quem não se manifestar a favor cogestão e da criação do comitê regional, irá seguir sobre o guarda-chuva do decreto estadual”, explica. “Não existe certa ou errada, ambas medidas são legitimas e possíveis”, afirma.

O titular ressalta que os comitês serão formados pelas regiões Covid e não pelas associações. “Pois o modelo é baseado nas regiões Covid”, frisa. JS

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