União Europeia acusa Amazon de usar dados para obter vantagem indevida sobre seus parceiros

Reguladores do bloco entraram com ações antitruste contra a gigante americana do comércio eletrônico. Empresa diz que 'discorda das afirmações preliminares da comissão'.


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Amazon sofre acusações antitruste na Europa (Foto: Getty Images/ BBC)

Os reguladores da União Europeia (UE) entraram com ações antitruste contra a Amazon, acusando a gigante do comércio eletrônico de usar dados para obter vantagem injusta sobre comerciantes que usam a plataforma.

A comissão executiva da UE disse que discorda do uso sistemático de dados de negócios não públicos pela Amazon em serviços de comércio eletrônico na França e na Alemanha, os dois maiores mercados da empresa na UE, para evitar “os riscos normais da concorrência e alavancar seu domínio”.

A UE começou a investigar a Amazon em 2018 e tem se concentrado em seu papel duplo como mercado e varejista.

É que além de vender seus próprios produtos, a empresa norte-americana permite que varejistas terceirizados vendam suas mercadorias por meio de seu site.
No ano passado, mais da metade dos itens vendidos na Amazon em todo o mundo eram desses comerciantes externos.

A vice-presidente executiva Margrethe Vestager, comissária da UE encarregada da concorrência, disse que não é um problema que a Amazon seja um negócio de sucesso, mas “nossa preocupação é a conduta empresarial muito específica que parece distorcer a concorrência genuína”.

O que diz a Amazon

Por causa da acusação da UE, a Amazon pode ser multada em até 10% de sua receita anual mundial. A empresa rejeita as acusações.

“Discordamos das afirmações preliminares da Comissão Europeia e continuaremos a enviar todos os esforços para garantir que tenha uma compreensão precisa dos fatos”, disse a empresa em um comunicado.

Pelas regras da UE, a Amazon pode responder às acusações por escrito e apresentar o caso em audiência.

Outra investigação

Vestager também abriu uma segunda investigação na Amazon. O bloco europeu quer saber se a empresa favorece seus próprios produtos e os de terceiros que usam seus serviços de logística e entrega.

Este é o mais recente esforço da UE para restringir o poder das grandes empresas de tecnologia, após uma série de multas antitruste multibilionárias contra o Google em anos anteriores.

Fonte: G1

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