União integraliza pagamento para custeio da Covid-19 no Vale do Taquari

Cerca de R$ 27 milhões foram liberados aos 12 municípios mais atingidos pela cheia história do Rio Taquari, ocorrida no início de julho.


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Presidente da Associação dos Municípios do Vale do Taquari, Celso Caplan (centro), durante reunião no Ministério da Saúde (Foto: Arquivo/ Natalia Ribeiro)

O governo federal integralizou, na última sexta-feira (21), o valor de custeio para o tratamento da Covid-19 no Vale do Taquari. O total de R$ 27.128.211,00 foi solicitado pelos prefeitos dos municípios mais atingidos pela cheia histórica do Rio Taquari, ocorrida no início de julho. Uma comitiva da região viajou a Brasília, entre 20 e 24 de julho, para tratar da liberação de recursos.

Restava o pagamento de três municípios, o que foi feito na última sexta-feira. Encantado recebeu mais R$ 1.692.055,00, Estrela R$ 2.591.188,00 e Lajeado R$ 14.042.277,00. Estes já haviam recebido uma parcela, mas a integralidade foi quitada na semana passada. Ao todo, Encantado conquistou R$ 2.617.055,00, Estrela R$ 3.691.188,00 e Lajeado R$ 15.542.227,00.

Também receberam a integralidade dos valores solicitados os municípios de Arroio do Meio (R$ 1.274.333,00), Bom Retiro do Sul (R$ 355.052,00), Colinas (R$ 151.373,00), Cruzeiro do Sul (R$ 823.720,00), Imigrante (R$ 197.443,00), Muçum (R$ 599.514,00), Roca Sales (R$ 280.204,00), Santa Tereza (R$ 120.391,00) e Taquari (R$ 1.475.711,00).

Conforme o gabinete do senador Luis Carlos Heinze (PP), que auxilia na mediação das demandas da região pós-cheia, o valor pode ser aplicado em medicamento, contratação de profissionais, pagamento de horas extras e locação de serviços de saúde. Um dos temores dos gestores públicos era de que aumentassem os casos do novo coronavírus após a enchente, devido à possibilidade de aglomeração de pessoas.

Entre as possibilidades de aplicação estão: aquisição de kit de testes para Covid-19, aquisição de Equipamentos de Proteção Individual (EPI); aquisição de medicamentos, custeio de folha de pagamento de servidores, custeio do transporte sanitário, entre eles de combustível, materiais de consumo utilizados no Sistema Único de Saúde (SUS), aquisição de equipamentos – desde que a durabilidade seja inferior a dois anos.

Texto: Natalia Ribeiro
jornalismo@independente.com.br

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