União para reconstruir: 18 famílias de Cruzeiro do Sul compram terreno e precisam de material e mão de obra

Eles perderam suas casas na enchente de maio e conseguiram um novo espaço por um valor bem abaixo do mercado, possibilitando uma chance de recomeço


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Picada São Gabriel, que fica entre as localidades de São Gabriel e Primavera (Foto: Gabriela Hautrive)

Após perderem suas casas, alguns moradores do Passo de Estrela, Vila Zwirtes e Rua da Divisa, em Cruzeiro do Sul, resolveram unir forças para recomeçar. Eles perderam tudo, não sobrando nem os alicerces das residências. Juntos compraram um hectare de terra, em Picada São Gabriel, que fica entre as localidades de São Gabriel e Primavera, em um área alta da cidade, sem risco nenhum de enchente.

Moradora Gisele Lenhard (41) (Foto: Gabriela Hautrive)

O terreno foi adquirido por R$ 300 mil, valor que foi dividido entre as famílias, ficando R$ 16.667 mil para cada família pagar. Gisele Lenhard (41), com seu esposo e filha de quatro anos, pertencem a uma dessas famílias. Eles residiam no Passo de Estrela, e só identificaram a casa por conta de um pedaço do piso que sobrou. “No intuito de ter um novo recomeço, a gente se juntou, conseguimos adquirir essa área de terras, um valor assim, que pra nós, digamos que o senhor que nos vendeu foi um anjo que caiu do céu para nos salvar”, destaca.

Área de um hectare adquirida pelas 18 famílias (Foto: Gabriela Hautrive)

Todas as famílias se conhecem e conviviam juntos, por isso foi fácil chegar em um acordo, segundo conta Gisele. “O grupo é muito unido e a gente conseguiu logo um consenso, o pessoal logo aceitou a distribuição dos lotes também para cada família, foi muito fácil, o pessoal, cada um disse, eu gostaria desse, eu gostaria daquele, então como tem essa união, foi muito fácil repartir ali os lotes também, tá todo mundo contente, satisfeito, com essa chance que a gente tá tendo de novo de nos reerguer”.

Próximos passos e pedido de ajuda

Os próximos passos a partir de agora são questões burocráticas para ligamento de água e luz, o que pode ser um pouco demorado, pela localização dos terrenos. Além disso, o maior pedido de ajuda no momento é por doação de materiais de construção, mão de obra, móveis e eletrodomésticos.

Primeira casa já começou a ser construída no espaço (Foto: Gabriela Hautrive)

“A gente está em busca de auxílio nos materiais de construção, porque como são 18 famílias, é preciso de muito material. Uma casa já começou a ser feita, o alicerce, mas as chuvas às vezes nos atrapalham um pouco, mas a ideia é que no próximo mês mais famílias iniciem esse recomeço, os materiais de construção e ajuda em mão de obra vão ser fundamentais para nós nesse momento, por mais que a gente tente nos ajudar entre nós, a gente precisa de ajuda de mão de obra”, destaca.

A partir de agora, os moradores vão fazer uma força tarefa para um ajudar o outro, com mutirões de trabalho, principalmente aos finais de semana. Quem deseja ajudar, pode entrar em contato com Gisele pelo número: (51) 9-9336-1767.

Empresas que já ajudaram

Algumas ajudas já chegaram por parte de empresas parceiras, como um empreendimento de Santa Catarina que está doando cinco caminhões de tijolos para a construção das casas, mas não será o suficiente para fazer as 18 moradias. O movimento Reconstruir Cruzeiro está ajudando com 20 dúzias de tábuas para fazer os alicerces, e a empresa Ferros Castro vai doar a parte de ferros das construções.

Texto: Gabriela Hautrive
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