Utilização de cateteres de alto fluxo nos pacientes tem apresentado resultados satisfatórios no HBB

Dos 32 pacientes que utilizaram, apenas sete precisaram de UTI no hospital de Lajeado


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Cristiano Dickel, diretor-executivo do Hospital Bruno Born (Foto: Jonas de Siqueira)

Nesta quarta-feira (17), o diretor-executivo do Hospital Bruno Born, Cristiano Dickel, detalhou como está o clima na casa de saúde de Lajeado um dia após ser registrado recorde de mortes em Lajeado. Nesta terça-feira (16) foram oito óbitos, seis deles estavam na UTI Covid e dois em cuidados de conforto paliativo. “Ontem foi um dia atípico e triste”, reconhece Dickel. “Desde o início da pandemia foi o dia com o maior número de óbitos no HBB”, destaca. “Só esse mês de março já foram 37 óbitos, nem se compara, é um número muito elevado”, aponta.


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“A procura por leitos de UTI tem sido ainda muito grande. Nas internações clínicas a gente tem conseguido melhorar o giro dos pacientes. Os números mostram que a entrada está menor”, analisa o diretor-executivo do HBB. Dickel observa estabilidade nas internações, e uma tendência de redução.

O gestor do hospitalar destaca que a utilização de cateteres de alto fluxo nos pacientes tem apresentado resultados satisfatórios. Eles funcionam como um suporte respiratório não invasivo que fornece ao paciente ar aquecido, umidificado e enriquecido com oxigênio. Dos 32 pacientes que utilizaram, apenas sete precisaram de UTI. Dickel relata que a direção do HBB enviou um estudo para o governo estado incentivar uma força-tarefa para adquirir mais equipamentos desse tipo.

Conforme o diretor, quem fica na espera na sala de observação tem equipe e estrutura de UTI no Hospital Bruno Born, só não estão no espaço de tratamento intensivo. Essa espera comporta até 10 pacientes. “A gente chegou a ter 52 leitos de UTI montados no hospital na semana passada”, Dickel expõe. “Ou seja, nenhuma pessoa ficou desassistida.”

A alta demanda tem elevado os custos hospitalares. “Hoje os custos estão absurdamente elevados, podendo ali na frente a correr um risco de colapso financeiro”, alerta o diretor-executivo. Por isso o HBB está em negociação com municípios da região para que eles custeiam as internações.

Confira o salto de custos

– Anestésicos e relaxantes musculares: R$ 162 mil média/mês em 2020, R$ 710 mil em março
– Trombolíticos, anticoagulantes, sondas e tubos de intubação: R$ 62 mil em 2020, R$ 184 mil em março
– Luvas: R$ 63 mil em 2020, R$ 277 mil em março
– Aventais: R$ 65 mil em 2020, R$ 210 mil em março
– Oxigênio: R$ 50 mil em 2020, R$ 97 mil em março.

Atualmente, o Hospital Bruno Born tem custo mensal com horas extras e insalubridades de R$ 313 mil. Os plantões médicos geram adicional de R$ 461.

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