UTIs Covid no Litoral Norte gaúcho estão próximas da ocupação total

Apenas um leito privado está vago.


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O Rio Grande do Sul vive um momento de forte escalada da pandemia do novo coronavírus. Com a chegada dos dias mais quentes do ano e a proximidade do verão, a preocupação com prováveis aglomerações nas praias se soma ao quadro atual de ocupação dos leitos em Unidade de Tratamento Intensivo (UTIs) no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.

A região tem o quadro mais crítico entre todas do Estado no que diz respeito às hospitalizações de pacientes com quadros graves em razão da Covid-19.

A situação no Litoral foi um dos focos de atenção da reunião desta quinta-feira (19) do comitê de crise do governo do Estado que atua no enfrentamento contra a pandemia do novo coronavírus.

O quadro crítico pode fazer com que o Palácio Piratini antecipe a abertura da Operação RS Verão Total, que estava prevista para iniciar em 19 de dezembro. Neste ano, a operação tem como foco a prevenção à Covid-19. A reportagem do Jornal do Comércio entrou em contato com a assessoria da Secretaria Estadual de Saúde (SES-RS) para confirmar a possibilidade de antecipação da mobilização, mas não obteve retorno. Na manhã desta sexta-feira (20), será anunciada a liberação de recursos para a operação. Os valores serão destinados a municípios e entidades hospitalares impactados com o aumento populacional nos meses de verão.

Composta por 23 municípios, a região Covid de Capão da Canoa conta com sete hospitais e 51 leitos em UTI pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Todos eles estão ocupados. Apenas um leito privado está vago. Assim, enquanto a ocupação total é de 98,1%, no SUS, é de 100%.

Dos 52 respiradores existentes, 37 estão em uso. Além disso, outros 42 leitos clínicos para pacientes com Covid-19 também estão ocupados na região.

Olhando especificamente alguns municípios, o cenário é ainda mais grave. Em Torres, todos os 10 leitos de UTI estão ocupados, com 8 desses pacientes fazendo uso de respiradores. Outras 8 pessoas estão em leitos de enfermaria – um paciente a mais do que o número de leitos instalado.

Tramandaí também está com lotação máxima de seus leitos intensivos. Todas as 21 vagas em UTI estão com pacientes. Nas enfermarias, os seis leitos estão recebendo nove pacientes – três deles em estruturas improvisadas.

Osório é outro município com 100% de lotação nos leitos em unidades intensivas. Todos os 10 leitos estão em uso – sete com respiradores sendo utilizados. Na cidade, porém, a situação é um pouco melhor, na medida em que a ocupação nos leitos de enfermaria é de 45% (nove pessoas para 20 leitos).

Fonte: Jornal do Comércio


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