“Vamos fazer de tudo para sobreviver enquanto clube”, diz Romildo

Em entrevista à Rádio Independente, presidente gremista falou sobre o quadro financeiro do clube com a paralisação.


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Foto: Grêmio / Divulgação

O presidente do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, Romildo Bolzan Júnior, concedeu entrevista exclusiva ao programa Especial Coronavírus, da Rádio Independente, neste domingo (10). Curado da Covid-19, ele falou sobre a recuperação e revelou ter sentido apenas sintomas leves da doença. “Os únicos sintomas que senti, foi que fiquei sem olfato e paladar”, afirmou.


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O cenário do futebol brasileiro sofre os reflexos da crise financeira causada pelo coronavírus. Bolzan esclareceu a situação do clube com a paralisação. Segundo ele, levando em consideração tudo aquilo que significa a questão econômica e financeira dos clubes, dificilmente, algum clube brasileiro sobreviveria. O presidente explicou que o não recebimento das receitas previstas agrava a situação. “Vamos ter enormes dificuldades de sobreviver”, disse.

Durante a entrevista, o presidente ainda falou sobre a questão da captação de receitas do clube e das alternativas para tentar amenizar os efeitos das perdas. “O Grêmio deixou de receber as receitas do varejo, duas lojas físicas que são exclusivamente do clube, que arrecadavam cerca de 1 milhão e 700 mensais, bruto. Nós tivemos uma redução de pagamento da televisão na ordem de 75%”, destaca. De acordo com dirigente, a situação de receita atual, é insuficiente para as projeções do clube e suas despesas futuras.  “Se o Grêmio não tiver uma solução rápida, dentro do ponto de vista da crise econômica financeira, mais rapidamente, teremos que decidir sobre as dificuldades que teremos de enfrentar,” comenta Bolzan que completou.

“Que significam reduções mais drásticas das nossas despesas, dos contratos que estamos em curso e principalmente os contratos que temos na situação geral do clube. O quadro é difícil, completamente complexo. Vamos fazer de tudo para sobreviver enquanto clube”, declarou.

Na última semana, o clube porto-alegrense retornou às atividades, baseando-se na autorização da prefeitura do município, que possibilitava as atividades físicas ao ar livre. O novo decreto publicado pelo governo impede a realização dos treinamentos. Bolzan avaliou a decisão do governador Eduardo Leite e esclareceu o posicionamento do clube. Segundo ele, o clube segue rigorosamente as orientações das autoridades sanitárias. “Estamos aqui simplesmente para gerir, organizar, e gerencialmente fazer o futebol andar”, justifica.

Na avaliação do mandatário, a semana de trabalho foi excepcional. Conforme ele o procedimento chegou a ser reconhecido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Bolzan descarta qualquer viés ideológico, salientando que um jogador de alto nível não pode ficar sem acompanhamento nutricional, físico e principalmente médico. “É muito mais seguro o atleta estar no clube com todos esses acompanhamentos do que estar fora”, pondera.

Ao final da entrevista o presidente do clube gaúcho, comentou a redução do quadro social e as alternativas do clube para contemplar o sócio torcedor, como o lançamento de um programa de vantagens, aos torcedores que estão fidelizado ao clube destacando a importância do engajamento do torcedor.

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